Ataques diretos e indiretos à gestão Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) e expectativas em relação a grandes projetos para a cidade. Essa foi a tônica do debate para prefeito de Santos, realizado ontem pela Santa Cecília TV. O evento contou com a presença dos oito prefeituráveis do município: Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), Carina Vitral (PCdoB), Paulo Schiff (PDT), Marcelo Del Bosco (PPS), Débora Camilo (PSOL), Edgar Boturão (PROS), Genival Bezerra (PSDC) e Hélio Hallite (PRTB).
Barbosa foi o maior alvo de críticas, principalmente dos candidatos Paulo Schiff, Carina Vitral, Hélio Hallite e Débora Camilo. Tal fato fez Boturão batizar a situação de “eixo do mal”.
O candidato do PDT questionou o tucano em relação ao conteúdo do vídeo, que tem o ex-ouvidor Flávio Jordão como protagonista e que aponta possíveis tratativas com representantes de partidos políticos. Barbosa respondeu que o vídeo foi considerado crime eleitoral.
“O município é transparente. A Justiça eleitoral falou que o vídeo é criminoso. Quem tem que falar sobre o vídeo é quem comete o crime e não eu”, falou o tucano, que voltou a citar o inquérito aberto e arquivado pela Polícia Federal, que tratou de investigar o caso dos “chequinhos”.
Adotando uma postura forte, Hélio Hallite criticou a gestão atual ao falar do projeto Santos Novos Tempos e fez uma comparação entre a perda do empréstimo do Banco Mundial com o assalto a uma transportadora de valores, ocorrido em abril.
“Falaram que o assalto à Prosegur foi feito por bandidos profissionais, mas são marginais. Profissionais foram aqueles que assaltaram o Banco Mundial sem dar nenhum tiro”. A colocação fez com que Barbosa pedisse direito de resposta, que foi indeferido.
Assim como em outras oportunidades, Carina Vitral voltou a atacar o prefeito, ao falar que falta iniciativa para Barbosa tirar projetos do papel. O principal projeto citado pela comunista foi o Porto-Valongo.
“O senhor teve quatro anos para tirá-lo do papel e não tirou. A Codesp cedeu o terreno para a Prefeitura. O Papa entregou o projeto pronto e isso não avançou. É preciso liderança para tirar esse projeto do papel porque ele vai gerar milhares de empregos”, disse Carina, que também citou a importância do projeto, que visa tornar a região dos armazéns 1 ao 8 do Porto um polo turístico, econômico e gastronômico.
Paulo Alexandre rebateu a fala da opositora. “Essa área nunca foi passada para o município. Você esta mal informada. Dialogamos com o Governo Federal, conversamos com a Dilma Rousseff, sua presidenta. Mas nem nós conseguimos, e nem o Papa. É preciso fazer o mergulhão e temos que ter o trabalho da Codesp. A obra é orçada em R$ 1 bilhão e ninguém tirou o projeto do papel porque falta vontade política. Sete ministros passaram pela pasta e nenhum deu andamento a este projeto”.
Ao abordar a segurança, Débora Camilo questionou a relação entre Barbosa e o governo estadual, também do PSDB. “Não há o enfrentamento com o governo estadual porque na cidade de Santos, o atual prefeito tem uma relação direta com esses governos. Infelizmente, é a população que sofre com a violência. Fica à mercê da violência. Segurança é questão do Estado. Violência não é resolvida com mais polícia na rua. Precisa fazer um trabalho com melhor iluminação, poda de árvore. A Guarda Municipal precisa ser repensada. Mais policial na rua não vai resolver a violência”.
As obras da entrada da cidade também foram abordadas por Edgar Boturão, que questionou Barbosa sobre o projeto para o local. O chefe do Executivo disse que a obra é feita em três partes, União, Estado e Município. Garantiu que o que compete à gestão municipal já está em andamento, e que o Estado deve começar nos próximos dias.
“O prefeito se coloca como otimista. Eu não sou tão otimista. Estou preocupado com a crise. Após o período eleitoral, o Governo Federal deve vir com medidas que vão pesar no bolso de todos nós. Não me comprometo com esse tipo de obra. Espero que o candidato tenha razão”, respondeu Boturão.
Del Bosco também tocou no projeto Porto-Valongo. Ao responder sobre o comércio no Centro, o candidato destacou a importância do projeto. “O comércio do Centro sempre foi forte. Gerou empregos para a região. Hoje perde. Precisamos fortalecer o turismo histórico e desenvolver nossos equipamentos. Eles estão deteriorados. Desde 2006, o Porto-Valongo é discutido e poderia ser utilizado como ferramenta para desenvolvimento”, disse Del Bosco, que ainda defendeu uma mudança viária na entrada da cidade que faça com que o trânsito possa passar pelo Centro de Santos.
Já Genival Bezerra citou a questão do Hospital dos Estivadores e questionou o alto investimento realizado na reforma do equipamento. “Tantos milhões que foram investidos no Hospital dos Estivadores, eu investiria nas Unidades Básicas de Saúde”, comentou o candidato, que pediu uma releitura da administração da saúde.
