De olho nos games e nos jogadores, publicadora de jogos online atua há 10 anos em Santos

Criada em 2008 por um grupo de primos que era fã de jogos RPG online, a Global Games cuida de mais de 450 mil contas de jogadores e não pensa em deixar a Baixada Santista

Um cavaleiro segura uma lança e olha destemido para seus inimigos enquanto cavalga para a batalha. Do outro lado, uma figura é rodeada por fogo enquanto utiliza um pergaminho para invocar magias contra seus adversários. Não, essa não é uma cena de um filme ou de um livro, muito menos de um gibi, é a decoração e temática de um escritório onde todo esse universo mágico é levado muito a sério. É o ‘quartel-general’ do pessoal da Global Games, a primeira distribuidora de jogos online da Baixada Santista.

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Para quem não é muito iniciado na estrutura de como funciona a indústria de videogame atualmente, a gente dá uma explicada bem básica. Em muitos dos casos, os jogos eletrônicos são produzidos por empresas compostas por desenvolvedores e posteriormente distribuídos por outras companhias que ficam responsáveis por traduções, marketing e até mesmo pelo contato com os fãs após o lançamento do game.

E no meio dessa indústria de videogames, que já fatura muito mais anualmente do que o cinema, o que pouca gente sabe é que uma das maiores publicadoras de jogos online do Brasil fica em Santos.

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“Eu fui o primeiro funcionário da empresa. Os donos que abriram a Global eram meus primos, então foi inicialmente uma empresa familiar e com o tempo fomos contratando. No começo, todos nós jogávamos Conquer (jogo online composto por milhares de jogadores simultâneos) em meados de 2004 e 2005”, explica Anderson Figueiredo, que atualmente trabalha como GM, um administrador e moderador para a comunidade de jogadores atendidos pela Global Games.

Após se tornarem fãs do game, Anderson e seus primos passaram a trabalhar com a desenvolvedora chinesa de Conquer e passaram a efetuar a compra e venda de créditos que poderiam ser utilizados dentro do jogo, que até então só possuía sua versão em inglês no ocidente. Esse foi o primeiro contato que serviu para que a primeira publicadora de jogos online de Santos surgisse ainda em 2008.

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“A ideia principal era trazer os jogos dos principais desenvolvedores, especialmente da China, para o Brasil, e foi então que começamos com os jogos Conquest e Day Break”, diz Livia Simões, que atua como social media para a empresa.

Depois de ser criada, a Global Games foi responsável por boa parte da tradução de Conquer, o qual chegou oficialmente ao Brasil pela primeira vez na segunda metade dos anos 2000 com o nome de Conquest. Apesar de hoje contar com conteúdo em inglês para agilizar a chegada de conteúdo desenvolvido na China, todo o suporte dado aos jogadores aqui no Brasil é feito em português e recebido pela equipe que atua exclusivamente em Santos.

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“Antigamente muitas empresas grandes só lançavam suas versões de jogos sem dublagem ou legendas. Hoje a maioria dos jogos vêm no mínimo legendado em português do Brasil. As grandes empresas estrangeiras sabem da força que o nosso mercado tem”, explica Anderson.

Todos os membros da equipe moram na Baixada Santista e de acordo com eles, não há nenhum plano para que a empresa deixe Santos, a qual eles consideram como um grande berço para nomes que atuam na indústria de videogames.

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Contando com profissionais responsáveis por design, arte, programação e social media, a Global Games é responsável por nada mais, nada menos do que 450 mil contas ativas. Um número de jogadores superior ao da população de Santos de acordo o último relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Os jogos são gratuitos e a gente vê bastante interesse embora exista a questão do mobile. Temos buscado novas referências para expandir no mercado, mas há muito interesse de qualquer maneira pelo público e estamos sempre tentando buscar muitas novidades para os jogadores por essa concorrência que a gente tem hoje”, conclui Livia.

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Com toda essa estrutura e história de mais de dez anos na Baixada Santista fica a pergunta: É possível dar uma ‘escapulida’ durante o expediente para jogar um pouquinho? Quem responde aos risos é o Anderson.

“Aqui a gente não joga, muita gente diz que a gente passa o dia inteiro jogando, mas não temos tempo. Temos que ficar em contato com nossos clientes e de olho no que a produtora chinesa anda fazendo então quando chegamos em casa tem que jogar porque a gente gosta não podemos parar de ganhar experiência”.

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O time da Global Games deixou o convite aberto para qualquer pessoa que esteja interessada no universo de seus games para experimentar os seus títulos e explica que o público pode esperar por novidades no futuro, embora eles ainda não possam revelar nada. “Vão ter que esperar pra ver”.