Cotidiano

De Lindsey Vonn a Laís Souza: os acidentes mais dramáticos que chocaram as Olimpíadas de Inverno

Após resgate de helicóptero de Vonn em Milão, relembramos quedas fatais e lesões que mudaram a vida de atletas na neve

Nathalia Alves

Publicado em 11/02/2026 às 17:10

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Entenda o que aconteceu com Lindsey Vonn em Milão e relembre os casos de Markus Schairer, Mons Roisland e outros atletas / Reprodução/ Redes sociais/ Getty imagens

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Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, na Itália, foram palco de um momento de tensão e dramaticidade no último domingo, 8 de fevereiro. 

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A renomada esquiadora norte-americana Lindsey Vonn, que já competia com uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) sofrida há apenas nove dias, viu sua participação durar apenas 13 segundos. 

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Ao iniciar sua descida na pista Olympia delle Tofane, Vonn bateu em um portão durante um salto, perdeu o controle e caiu violentamente na neve, agravando a lesão pré-existente. Seu estado de saúde é considerado estável, mas o sonho de conquistar mais uma medalha olímpica foi interrompido de forma abrupta. A atleta precisou ser resgatada de helicóptero do local.

O incidente reacende a discussão sobre os limites físicos e os riscos assumidos por atletas de elite, especialmente em um esporte tão implacável quanto o esqui alpino. Mas a história das Olimpíadas de Inverno está repleta de acidentes graves, alguns deles fatais, que marcaram o esporte e expuseram fragilidades na segurança das competições.

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As piores lesões dos Jogos Olímpicos de Inverno dos últimos tempos

Nodar Kumaritashvili (Vancouver 2010): O jovem georgiano de 21 anos morreu no dia da abertura dos Jogos. Após ser arremessado de seu trenó a 140 km/h, colidiu contra um poste de aço sem proteção/Getty imagens
Nodar Kumaritashvili (Vancouver 2010): O jovem georgiano de 21 anos morreu no dia da abertura dos Jogos. Após ser arremessado de seu trenó a 140 km/h, colidiu contra um poste de aço sem proteção/Getty imagens
Sarah Burke (2012): A canadense, que lutou pela inclusão de sua modalidade nas Olimpíadas, faleceu após um treino em Park City. Ela rompeu uma artéria vertebral após uma queda de cabeça no halfpipe/Getty imagens
Sarah Burke (2012): A canadense, que lutou pela inclusão de sua modalidade nas Olimpíadas, faleceu após um treino em Park City. Ela rompeu uma artéria vertebral após uma queda de cabeça no halfpipe/Getty imagens
Markus Schairer (Pyeongchang 2018): O austríaco fraturou uma vértebra cervical ao aterrissar de costas após um salto muito alto. Apesar da força do impacto, ele não teve sequelas neurológicas/Getty imagens
Markus Schairer (Pyeongchang 2018): O austríaco fraturou uma vértebra cervical ao aterrissar de costas após um salto muito alto. Apesar da força do impacto, ele não teve sequelas neurológicas/Getty imagens
Jessica Rich (Pyeongchang 2018): Exemplo de resiliência, a australiana competiu apenas um mês após romper o ligamento do joelho (LCA), quase alcançando a final olímpica/Getty imagens
Jessica Rich (Pyeongchang 2018): Exemplo de resiliência, a australiana competiu apenas um mês após romper o ligamento do joelho (LCA), quase alcançando a final olímpica/Getty imagens
Mons Røisland (Pyeongchang 2018): O norueguês sobreviveu ao que chamou de "maior queda da vida", sofrendo fraturas no osso do peito (esterno) e rompimento de ligamentos no ombro/Getty imagens
Mons Røisland (Pyeongchang 2018): O norueguês sobreviveu ao que chamou de "maior queda da vida", sofrendo fraturas no osso do peito (esterno) e rompimento de ligamentos no ombro/Getty imagens
Laís Souza (Sochi 2014): A brasileira migrou da ginástica para o esqui aéreo e sofreu um acidente fatal para sua carreira nos EUA. Ao colidir com uma árvore, sofreu uma lesão na coluna que a deixou tetraplégica/Redes Sociais
Laís Souza (Sochi 2014): A brasileira migrou da ginástica para o esqui aéreo e sofreu um acidente fatal para sua carreira nos EUA. Ao colidir com uma árvore, sofreu uma lesão na coluna que a deixou tetraplégica/Redes Sociais

Laís Souza: a ginasta que virou atleta olímpica de inverno e sofreu acidente trágico

Uma das histórias mais comoventes envolve a brasileira Laís Souza. Ex-ginasta, ela se classificou para os Jogos de Inverno de Sochi, em 2014, após migrar para o esqui aéreo.

Durante um treino nos Estados Unidos, uma semana antes da Olimpíada, Laís colidiu contra uma árvore e sofreu uma lesão gravíssima na coluna cervical. O acidente a deixou tetraplégica, dependente de respirador e com limitações permanentes.

Em depoimento emocionante, Laís relembrou os momentos após a queda. "Me lembro de estar caída no chão, pedindo socorro. Acordava e desmaiava. O helicóptero me removeu da montanha depois de 45 minutos." Ela contou ainda que os médicos disseram à sua mãe que, se sobrevivesse, jamais voltaria a andar.

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"Quando os médicos disseram para minha mãe que, se não morresse nas próximas oito, 12 horas, ficaria dependente de um respirador, que não me alimentaria ou iria ao banheiro sozinha, aquilo foi o pesadelo da minha vida", desabafou.

Risco, glória e o preço da alta performance

Os Jogos Olímpicos de Inverno representam o ápice da carreira de qualquer atleta, mas também expõem seus corpos a condições extremas. A combinação de alta velocidade, condições climáticas adversas e o desejo de superação transformam o sonho olímpico em uma linha tênue entre a glória e a tragédia.

O caso de Lindsey Vonn, somado às histórias de tantos outros atletas, reacende o alerta: até onde vai o limite do corpo humano, e o que a sociedade olímpica está disposta a fazer para proteger quem entrega tudo em nome do esporte?
 

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