Em entrevista ao portal The Dodo, a tutora Tegan relatou que a situação comprometia a qualidade de vida de Daisy. A cadela sofria para caminhar poucos metros e subir escadas era praticamente impossível. Em alguns momentos, ela apresentava dificuldades para respirar.
A transformação começou quando Tegan passou a trabalhar como cuidadora de uma idosa. Durante as visitas, ela ouviu comentários sobre uma cadela que enfrentava problemas relacionados ao excesso de peso e imaginou que encontraria um animal apenas um pouco acima do ideal.
Apesar dos relatos, a tutora não imaginava que a situação de Daisy era mais grave do que esperava. “Eu esperava um cachorro gordinho comum. Quando conheci Daisy, foi absolutamente chocante. Acima do peso era pouco!”, relatou Tegan.
Cadela obesa
Dados do PetMD indicam que a raça costuma pesar entre 7 e 14,5 kg dentro da faixa considerada saudável. Daisy, por sua vez, chegou aos 25 kg, quase o dobro do limite recomendado para a raça.
Por conta do sobrepeso, Tegan relatou que a cachorrinha tinha dificuldades para se movimentar, cansava com facilidade e não conseguia acompanhar atividades normais. “Ela não conseguia se mover, lutava para respirar às vezes e era difícil de ver”, lamentou ela.
Ainda que apresentasse limitações físicas, a tutora acrescentou que Daisy continuava receptiva, buscava atenção das pessoas e demonstrava disposição para interagir sempre que possível.
Antiga tutora enfrentava problemas de saúde
Tegan também informou ao portal que a condição da cachorrinha não estava relacionada à falta de carinho ou abandono. A Daisy demonstrava ser adorada e vivia abanando o rabinho.
Acontece que a antiga proprietária sofria de demência, condição que comprometia sua memória e dificultava mudanças em hábitos estabelecidos ao longo dos anos. Isso tornava mais difícil o controle da alimentação e da rotina do animal.
Ao perceber que Daisy precisava de cuidados específicos para recuperar a saúde, Tegan sugeriu assumir sua guarda e iniciar um processo de reabilitação. A proposta foi aceita, permitindo que a Dachshund começasse uma nova fase.
A mudança de ambiente representou o primeiro passo de uma recuperação que levaria meses para apresentar resultados mais expressivos na vida do animalzinho.
Recuperação exigiu paciência
Nos primeiros dias na nova casa, Daisy apresentava limitações severas e conseguia caminhar apenas alguns passos antes de parar para descansar. “Ela caminhava talvez cinco passos antes de sentar, ofegar e recuperar o fôlego”, lembrou Tegan.
A recuperação não se limitou à alimentação controlada e a mudança na rotina teve papel importante no processo. A Daisy passou a conviver com outros cães da família, recebeu mais estímulos físicos e mentais e começou a participar de atividades compatíveis com sua condição.
Entre os novos companheiros estava Goldie, uma cachorrinha com quem desenvolveu uma relação próxima. A tutora afirmou que a socialização teve impacto direto na evolução: “O mundo dela era muito pequeno. Depois, ela passou a ter companhia, atividades e novas experiências”.
Com o passar do tempo, Daisy começou a responder aos estímulos que se transformaram em mudanças na mobilidade e no condicionamento físico.
Cachorrinha reduziu peso para 10 kg
Os resultados foram surgindo gradualmente na vida de Daisy. Além da melhora física, ela recuperou a disposição para brincar, passear e explorar ambientes que antes não conseguia percorrer.
Recentemente, a Dachshund foi pesada novamente e registrou cerca de 10 kg, número muito mais próximo do considerado adequado para a raça. A tutora explicou que o emagrecimento não exigiu métodos radicais.
De acordo com Tegan, o processo foi baseado no controle adequado da alimentação, no aumento progressivo das atividades físicas e na manutenção de uma rotina mais ativa.
Obesidade representa risco
A história de Daisy também chama atenção para os riscos do excesso de peso em cães da raça dachshund. Especialistas dizem que estes animais apresentam predisposição a problemas de coluna devido ao formato alongado do corpo.
O ganho excessivo de peso pode aumentar a pressão sobre a estrutura vertebral e favorecer lesões, dores e dificuldades de locomoção. Além disso, a obesidade costuma criar um ciclo difícil de interromper. Com menos mobilidade, o animal tende a praticar menos atividade física, favorecendo o ganho de peso e o agravamento de problemas ortopédicos.
No caso de Daisy, a nova rotina permitiu reverter um quadro que comprometia sua saúde e devolver à cachorrinha a capacidade de se movimentar com mais autonomia.






