CUT afirma que ação desta 6ª feira não é pró-governo

Em São Paulo, o ato acontece em frente à sede da Petrobrás, na Avenida Paulista, uma hora antes de um protesto a favor do impeachment da presidente, que acontece no mesmo local

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12 MAR 201511h55

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) rejeita o rótulo de que os atos marcados para a sexta-feira, 13, em 24 capitais brasileiras, no qual participarão outras entidades ligadas ao movimento social, são em apoio à presidente Dilma Rousseff. Em São Paulo, o ato acontece em frente à sede da Petrobrás, na Avenida Paulista, uma hora antes de um protesto a favor do impeachment da presidente, que acontece no mesmo local.

Com um discurso recheado de críticas à postura da presidente diante de pautas que envolvem o direito dos trabalhadores, o sindicalista refuta as críticas de que a central se tornou governista. "A CUT não tem compromisso de defender o governo. Vamos defender os direitos dos trabalhadores, a Petrobrás, a democracia e a reforma política", afirma o presidente da CUT-SP, Adi dos Santos.

Por outro lado, a central está longe de adotar uma postura de enfrentamento ao governo, como já o fez quando o presidente não era do PT. "A presidente não tem atendido nossas reivindicações, mas temos todo interesse que esse projeto, que foi responsável por uma maior distribuição de renda e valorização do salário, dê certo", disse.

Em julho do ano passado, durante evento em Guarulhos que teve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como fiador, a CUT entregou uma lista de reivindicações à então candidata à reeleição Dilma Rousseff. Seriam as condicionantes para a central declarar apoio à petista. "Até hoje não tivemos retorno daquela pauta que entregamos", disse Adi oito meses depois. "Demos um aval do apoio a seu projeto que não foi atendido", completa.

Ele relata que "no chão da fábrica", em referência aos filiados da central, há um sentimento geral de insatisfação com as medidas adotadas pela presidente após a reeleição, que segundo ele atentam contra o direito dos trabalhadores. O sindicalista cita como exemplo a postura do Planalto em alterar a alíquota do Imposto de Renda, seguro-desemprego, abono salarial e pensão. "Queríamos que a presidente chamasse os trabalhadores para conversar, o que não aconteceu até agora".