Cursos de medicina começam em 2015

Cubatão e Guarujá estão entre as cidades escolhidas para participar da terceira fase do Mais Médicos

Comentar
Compartilhar
05 SET 201410h33

Duas cidades da Região estão entre os 39 municípios escolhidos para receberem cursos de Medicina a partir de 2015: Cubatão e Guarujá. Ontem, em Brasília, os ministérios da Saúde e da Educação anunciaram os nomes destas cidades. Além dos dois municípios, outras 12 cidades de São Paulo receberão o curso.

Hoje será publicada no Diário Oficial da União a relação das cidades aprovadas. O próximo passo é o chamamento federal das universidades privadas interessadas em promover os novos cursos. Começará então o processo de seleção, com base nas especificidades de cada município.

A instituição que se instalar em Cubatão ficará responsável pelas obras e construções necessárias para o curso, podendo utilizar toda a estrutura municipal de saúde para as práticas de estudo e residência médica. Para isso, como contrapartida, deverão realizar investimentos na saúde pública local, que serão definidos conjuntamente com a Prefeitura. A expectativa da Municipalidade é que o vestibular e o início do curso aconteçam ainda em 2015.

Para selecionar as 39 cidades, o Governo Federal levou em consideração diversos critérios, como a necessidade social do curso na comunidade e a estrutura da rede local de saúde para a realização de atividades práticas do curso superior. Cubatão atendeu a todos os requisitos da seleção, comandada pelo Ministério da Educação (MEC), tendo o apoio das cidades vizinhas de Santos e São Vicente, que disponibilizaram seus leitos públicos para a residência médica dos futuros estudantes.

 Com a presença dos prefeitos, Saúde e MEC anunciaram os 39 municípios participantes (Foto: Divulgação/PMC)

Mais Médicos

Com os novos cursos, os ministérios da Saúde e Educação iniciam a terceira fase do programa Mais Médicos, que prevê a expansão e a reestruturação da formação médica no Brasil.

“Nosso objetivo é ofertar cursos de qualidade, para isso precisamos de planejamento. Estamos invertendo o processo que era feito antes. Agora, primeiro definimos quais as regiões devem receber os cursos, para que a estrutura seja preparada para a completa formação de profissionais”, disse o titular do MEC, Henrique Paim.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou a descentralização da oferta de cursos de medicina, facilitando o acesso à formação médica fora das grandes capitais e centros populacionais. “Nossa meta é ampliar o número de médicos no País de 374 mil, atualmente, para 600 mil em 2026. Para isso, vamos gerar 11,5 mil novas vagas de graduação até 2017 e 12,4 mil vagas de residência médica, promovendo a interiorização da formação de profissionais”.