A Cúpula do Clima, momento em que os líderes, chefes de Estado e chefes de Governo se reúnem para alinhar estratégias e prioridades climáticas que as delegações deverão seguir durante as negociações na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), acontece em Belém na próxima semana, entre os dias 6 e 7 de novembro.
Para esta etapa, a mais importante antes de COP 30 e que antecede oficialmente o evento, estão confirmadas 143 delegações dos 198 países que fazem parte dos tratados internacionais que tratam do assunto.
Diretrizes para a COP30
De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a reunião servirá para estabelecer o “termo de referência” das tratativas internacionais. Segundo ela, o encontro mantém uma tradição diplomática, embora a ordem da programação varie conforme cada COP.
“Há uma tradição móvel de realizar essa reunião no início, no meio ou no fim das conferências. No Brasil, ela acontecerá antes, mas manterá o papel de orientar e impulsionar as negociações”, afirmou Marina.
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Abertura com presidente Lula e sessões temáticas
A plenária de abertura será conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 6, permanecendo aberta até o encerramento dos discursos nacionais no dia 7. Além das falas dos líderes, estão previstas sessões temáticas durante os dois dias de evento.
Segundo o embaixador Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, Lula comandará quatro rodadas temáticas:
Fundo Florestas Tropicais para Sempre (na abertura)
Florestas e Oceanos
Transição energética
10 anos do Acordo de Paris, NDCs e financiamento climático
As sessões devem reunir, em média, 40 líderes mundiais cada, com alocação definida em negociação bilateral com os governos participantes.
Agenda diplomática e ausências
A partir do dia 5, a presidência brasileira da COP30 também promoverá reuniões bilaterais, cujos detalhes serão divulgados apenas no momento da realização. Mesmo com forte adesão internacional, países como Estados Unidos e Argentina não enviarão representantes para esta etapa preparatória.
Ao todo, 57 líderes globais devem participar da cúpula. “Por questões de protocolo e segurança, os nomes não serão antecipados, mas teremos uma presença altamente representativa”, afirmou Lyrio.
*Com informações da Agência Brasil
