Cuidado com o gato preto na sexta-feira 13 deve ser redobrado

Nesta época não só os donos, que deixam os gatos irem para a rua, devem tomar cuidado, mas também as pessoas que realizam doação

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13 ABR 2018Por Da Reportagem08h00
A farmacêutica ­Renata Jardim possui 12 gatos, sendo três pretos e afirma ter plena consciência da maldade que existeFoto: Rodrigo Montaldi/DL

A adoção de animais pretos é sempre mais difícil, pois gatos e cachorros também sofrem preconceito por causa da cor. Mas em dias de sexta-feira, 13, ou Dia das Bruxas a preocupação é outra: que os gatos pretos não caiam em mãos erradas.

De acordo com a veterinária Isabelle Camelo, nesta época não só os donos, que deixam os gatos irem para a rua, devem tomar cuidado, mas também as pessoas que realizam doação. “Recomendamos que até deixem de colocar os gatos para adoção nesta época, porque infelizmente existem pessoas que usam os bichos para realizar rituais”, alerta.

“Muita gente procura mesmo nesta época dizendo querer adotar, mas não é para fazer o bem e sim para usá-los em rituais, maltratando ou sacrificando o animal”, ­complementa.  

A farmacêutica ­Renata Jardim possui doze gatos, sendo três pretos e afirma ter plena consciência da maldade que existe. “Com os meus eu não me preocupo, porque minha casa tem telas e grades em todo lugar, eles não saem de casa”, diz. “Mas sempre fico de olho nos de rua, que são mais ariscos e não conseguimos trazer para casa”, ­completa.

Seus primeiros dois gatos pretos vieram de uma ninhada com outros dois tigrados e foram abandonados em uma caixa. Inicialmente, Renata só queria ser o lar temporário de todos eles. “Os tigrados foram adotados rapidamente, mas para os pretos ninguém ligava, sequer perguntavam ou pediam fotos”, lamenta. Depois de dois meses, Renata decidiu ficar com eles e dar todo amor que mereciam, para que não sofressem mais qualquer preconceito.

“O terceiro, adotei da Codevida de Santos e me disseram que ele estava lá há muito tempo e ninguém se interessava”, ­explica.

O chefe do Departamento de Parques e Áreas Verdes, Márcio Paulo, que está temporariamente na Codevida, informou que toda a doação do local é feita após um levantamento dos adotantes.

“Quando alguém quer adotar, nós fazemos um trabalho de levantamento da casa, da família, das condições de tratar e dar carinho que a pessoa possui antes de autorizar a adoção”.

Segundo ele, isto acontece com todos os animais da Codevida, por isso não há perigo que os gatos pretos sejam adotados para rituais.

“Se alguém souber dessa situação deve denunciá-la, pois será enquadrada na lei federal de crimes ambientais”, finaliza.