Cubatão tem mais dinheiro e investe menos

Com orçamento menor, São Vicente destina e investe mais recursos em Saúde, Educação, Transporte e Emprego

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09 ABR 2019Por Glauco Braga19h25
Prefeitura de Cubatão afirma que vem investindo no transporte, incluindo o universitárioPrefeitura de Cubatão afirma que vem investindo no transporte, incluindo o universitárioFoto: Nair Bueno/DL

O orçamento de Cubatão para este ano prevê uma receita bruta de R$ 1.437.150.132,00, sendo R$ 1.065.941.112,00 da Administração Direta e o restante da Administração Indireta. A peça orçamentária prevê uma receita líquida de R$ 1.346.563.132,00. Em comparação ao ano de 2018 houve um acréscimo líquido de R$ 166 milhões.

Para a Saúde, foram previstos R$ 190.083.383,00; Educação, R$ 265.109.183,00; Emprego e Desenvolvimento Sustentável, R$ 1.895.656,00 e Transporte (Companhia Municipal de Trânsito (CMT)), R$ 3.229.000,00. Em comparação com 2018, o prefeito Ademário Oliveira tem mais de R$ 162 milhões para gastar na Cidade.

Em relação ao ano de 2018, os valores para investir em Saúde cresceram quase R$ 3 milhões. Já a Educação, uma área problemática no governo de Ademário, teve uma redução de quase R$ 1 milhão. Os números são esses: Receita bruta: R$ 1.273.608.523,00, sendo R$ 989.161.523,00 da Administração Direta e os demais R$ 284.447.000,00 da Administração Indireta. A receita líquida é projetada em R$ 1.184.087.523,00. Saúde: R$ 187.403.924,00; Educação, R$ 266.100.259,00; Transporte ( Companhia Municipal de Trânsito (CMT) : R$ 3.229.000,00; Emprego e Desenvolvimento Sustentável, R$ 1.895.656,00.

De acordo com o IBGE, em 2017, Cubatão tinha 128.748 habitantes. São Vicente, 360.380, quase três vez mais pessoas. A Prefeitura de São Vicente para 2019 tem o orçamento previsto de R$ 1.209.714.000,00 e em 2018 foi de R$ 1.063.349.000,00. Com muito mais gente para oferecer Saúde, Educação, Transporte e fomento ao Trabalho, os vicentinos tem quase R$ 140 milhões a menos que os cubatenses.

Mais gente

São Vicente, em 2018, investiu nos setores de Educação, R$ 301.265.070,64; Saúde, R$ 220.801.651,38; Transporte Público, R$ 21.295.776,10; e Trabalho, R$ 3.721.429,41. O prefeito Pedro Gouvêa (MDB) colocou mais dinheiro em Educação, Saúde e Emprego e Transporte Público.

Obras

Questionada sobre os investimentos nas áreas de Saúde, Educação, Transporte e Emprego, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Cubatão relacionou algumas medidas para exemplificar que vem, sim, investindo nos setores.

Hospital reaberto: Quando a atual administração assumiu, o Hospital Municipal estava fechado havia um ano. Foi reaberto em 2017,mediante parceria com a Fundação São Francisco Xavier. Reabriu com 75 leitos para atendimento do SUS; 50 leitos para convênios e 27 especialidades médias. Tem mais de 500 funcionários, sendo 130 médicos e equipes multidisciplinares. No primeiro ano de funcionamento, registrou mais de 1.000 partos, 1.100 procedimentos cirúrgicos e 397 mil exames de apoio e diagnósticos.

No antigo prédio do Teatro Municipal, cujas reformas estão na fase final, será instalado o Centro de Alta Complexidade, com serviços de oncologia, hemodiálise e oxigenoterapia.

A prefeitura rompeu judicialmente o contrato com a empresa que antes prestava os serviços e abriu concorrência pública para contratação de nova concessionária, com exigências mais rigorosas para a garantia de um serviço melhor para a população.

Promoção de capacitação profissional dos trabalhadores de Cubatão para terem mais condições de disputar vagas disponíveis. Essa tem sido uma das principais focos do governo municipal na área do emprego.

Nesse sentido, foi implantado o programa Via Rápida de Emprego, que concedeu certificados de qualificação para varias funções, entre elas pintura predial, corte costura e cuidador de idosos, entre outras.

A Prefeitura também cita a ampliação do Transporte Universitário, para que os estudantes cubatenses possam frequentar faculdades situadas em outras cidades da região. O programa atende, hoje, a mil estudantes.

O serviço aumentou, mas os gastos foram reduzidos de 6,2 milhões anuais, para 2,9 milhões.