Cotidiano
Premiação aconteceu na última segunda-feira (23), Dia Mundial da Tuberculose, no Centro de Convenções Rebouças, na Capital
Programa de Controle de Tuberculose do Governo do Estado de São Paulo reconheceu o trabalho realizado em Cubatão / Divulgação
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Cubatão foi uma das cidades premiadas pelo Programa de Controle de Tuberculose do Governo do Estado de São Paulo. O reconhecimento ocorreu após o municÃpio atingir as metas estabelecidas na primeira e na segunda fases da Campanha de Intensificação da Busca Ativa de Sintomáticos Respiratórios em 2025.
Coincidentemente, a premiação aconteceu na última segunda-feira (23), Dia Mundial da Tuberculose, no Centro de Convenções Rebouças, na Capital.
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A busca ativa é fundamental para identificar precocemente transmissores com sintomas respiratórios e proporcionar o tratamento adequado o mais rápido possÃvel, a melhor forma de combater a doença.
São consideradas sintomáticas respiratórias as pessoas que, durante a busca, apresentam tosse por três semanas ou mais. Estima-se que 1% da população de uma região seja composta por sintomáticos respiratórios e que, destes, 4% apresentem bacilos.
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Para marcar o Dia Mundial da Tuberculose, a cidade promove o 1º Simpósio Acadêmico sobre Tuberculose, realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade São Judas Tadeu (Campus Cubatão). O evento ocorre a partir das 17h, no auditório da faculdade.
O objetivo é fortalecer o enfrentamento da doença no municÃpio por meio da troca de conhecimentos, alinhamento de estratégias e integração entre os diversos pontos da rede de atenção e setores envolvidos. A faculdade fica na Avenida Martins Fontes, nº 100.
Cubatão recebeu o reconhecimento no dia Mundial da Tuberculose, na última segunda-feira (23) (Divulgação)Cubatão registrou uma redução na incidência de tuberculose. Em 2024, foram 133 novos casos (118,2 por 100 mil habitantes); já em 2025, foram 136 novos casos, mas com uma incidência menor, de 115,6 por 100 mil habitantes.
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De acordo com o Boletim Epidemiológico Tuberculose 2025 do Estado de São Paulo, a incidência na Baixada Santista foi de 97,7 casos por 100 mil habitantes em 2024, enquanto a média estadual no mesmo perÃodo foi de 44,9.
O documento afirma que a enfermidade permanece como um grande desafio para a saúde pública global, devido à influência de determinantes sociais que afetam o diagnóstico e o desfecho do tratamento. Segundo o Relatório Global da Tuberculose, entre 2015 e 2024, 40% das famÃlias afetadas sofreram custos catastróficos (superiores a 20% da renda familiar anual) durante o processo de cura.
Em novembro passado, a Secretaria de Saúde adotou a descentralização do tratamento, tornando o atendimento mais próximo do paciente e facilitando o acompanhamento pelas equipes da Atenção Primária nas unidades dos bairros.
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Também recebeu destaque o incentivo à ampliação do Tratamento Diretamente Observado (TDO), estratégia essencial para garantir a adesão, a conclusão do tratamento e a interrupção da cadeia de transmissão.