Em 2026, a cobertura vacinal no município chegou a 69,31% entre meninas e 68,20% entre meninos / Divulgação/PMC
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Informação e vacinação são as principais formas de prevenção contra os tipos de câncer provocados pelo HPV (Papilomavírus Humano). Neste 4 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, a Secretaria de Saúde de Cubatão divulgou os dados mais recentes da cobertura vacinal entre crianças e adolescentes de 9 a 14 anos.
Em 2026, a cobertura vacinal no município chegou a 69,31% entre meninas e 68,20% entre meninos. Os índices estão acima da média registrada na Baixada Santista, que é de 61,93% para o público feminino e 55,63% para o masculino.
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Em comparação com a média nacional, Cubatão aparece ligeiramente abaixo no público feminino, cuja taxa é de 70,76%, diferença inferior a um ponto percentual. Já entre os meninos, o município supera o índice nacional, que está em 62,83%.
O desempenho de 2026 mantém a tendência registrada no ano anterior. Em 2025, a cobertura foi de 79,48% para meninas e 79,12% para meninos, números que também ficaram acima da média da Baixada Santista (74,49% e 65,44%).
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No cenário nacional, entretanto, o índice feminino foi superior (86,04%), enquanto o masculino ficou abaixo do registrado em Cubatão (74,40%).
Além da imunização do público prioritário de 9 a 14 anos, a Secretaria de Saúde segue oferecendo a vacina para adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos que não receberam o imunizante na faixa etária recomendada.
A enfermeira Vanessa Ingrid de Oliveira, responsável pela imunização no município, reforça a importância de manter a vacinação em dia.
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“Convido pais, responsáveis e adolescentes a procurarem a unidade de saúde mais próxima para atualizarem a situação vacinal. Prevenir o HPV é prevenir o câncer — e isso começa com uma conversa e uma vacina”.
A vacina contra o HPV é considerada o método mais eficaz para prevenir diversos tipos de câncer, entre eles os de colo do útero, vulva, pênis, ânus, boca e orofaringe.
O vírus infecta pele e mucosas, incluindo regiões genitais e da garganta. O imunizante é seguro, recomendado para adolescentes de ambos os sexos e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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Em Cubatão, a vacina está disponível nas unidades de saúde que possuem salas de vacinação, de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas. Para receber a dose, é necessário apresentar CPF e cartão de vacina. Menores de idade devem estar acompanhados por um dos pais ou responsável.
A ampliação da vacinação para jovens de 15 a 19 anos integra a Estratégia de Resgate dos Não Vacinados com a Vacina HPV. Entre os benefícios da imunização estão:
O preconceito e a desinformação ainda dificultam a adesão à vacina. Por isso, a Secretaria de Saúde de Cubatão reproduz orientações do Instituto Butantan, nas quais o pediatra e gestor médico de Desenvolvimento Clínico do Butantan, Mário Bochembuzio, esclarece as principais notícias falsas sobre o imunizante.
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FALSO. Não existe estudo que comprove que jovens vacinados iniciem a vida sexual mais cedo. A vacinação é uma medida de prevenção que protege contra cânceres e doenças graves.
Como crianças e adolescentes não têm autonomia para essa decisão, é fundamental que os pais compreendam que a vacina é uma ferramenta de proteção contra enfermidades que podem causar sequelas graves e até levar à morte.
FALSO. O efeito é exatamente o contrário: a vacina previne o câncer. O HPV está associado a tumores de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe.
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O imunizante utiliza partículas semelhantes ao vírus (VLPs), que não possuem material genético e, portanto, não podem causar infecção ou câncer. Essas partículas estimulam o sistema imunológico a reconhecer e combater o vírus real caso haja contato futuro.
FALSO. O imunizante é seguro e recomendado justamente para a faixa etária entre 9 e 14 anos, quando a resposta imunológica é mais eficaz.
A vacina faz parte do Calendário Nacional de Vacinação desde 2014 e possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo constantemente monitorada pelas vigilâncias sanitárias.
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FALSO. A quantidade de alumínio presente na vacina é mínima e aprovada pela Anvisa. O elemento é utilizado como adjuvante para melhorar a estabilidade do produto.
Quantidades maiores de alumínio já são ingeridas diariamente por meio de alimentos e da água sem causar danos à saúde.
FALSO. Estudos recentes e a Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstraram que uma única dose proporciona proteção forte e duradoura. Com base nessas evidências, o Ministério da Saúde adotou em 2024 o esquema de dose única para ampliar a cobertura vacinal.
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O Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente a vacina para meninas e meninos entre 9 e 19 anos. Outros grupos também podem receber o imunizante, como pessoas que vivem com HIV, transplantados, pacientes oncológicos entre 9 e 45 anos, vítimas de abuso sexual e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).
FALSO. Homens também podem desenvolver doenças associadas ao vírus. Estudos indicam que cerca de um em cada três homens acima de 15 anos está infectado por algum tipo de HPV genital.
O vírus pode provocar câncer de pênis, ânus e garganta, além de verrugas genitais. A vacinação protege tanto os homens quanto seus parceiros.
FALSO. Mais de 15 anos de estudos não identificaram ligação entre a vacina e essas condições. Revisões conduzidas pelo Comitê Consultivo Global para Segurança de Vacinas da OMS confirmam que o imunizante é seguro e eficaz, com riscos extremamente baixos e benefícios comprovados na prevenção do câncer.
FALSO. A vacina ajuda justamente a proteger a fertilidade, pois previne o câncer de colo do útero, que pode causar infertilidade. A infecção por HPV também pode contribuir para infertilidade masculina e feminina, segundo estudos científicos.
FALSO. Pesquisas científicas não encontraram aumento no risco de trombose em pessoas vacinadas. Um estudo publicado na revista da Associação Médica Americana (JAMA), que analisou dados de 500 mil mulheres na Dinamarca, demonstrou que a vacina não está associada ao aumento de tromboembolismo venoso.
É MUITO RARO. Como qualquer vacina, existe um risco mínimo de reação alérgica grave. A ocorrência varia de 0,65 a 1,53 caso por milhão de doses aplicadas. Profissionais de saúde são treinados para lidar com esse tipo de reação, que é rara e tratável.
A vacina contra o HPV e as demais vacinas do Programa Nacional de Imunizações estão disponíveis nas 15 unidades de saúde do município com salas de vacinação, de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas, além de unidades com horário ampliado até as 19 horas.