Cubatão e Santos apresentam piora da qualidade do ar

As duas cidades da Baixada Santista estão entre os 44 municípios que apresentam poluição severa

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19 JAN 201319h13

Cubatão e Santos estão entre as 44 cidades do Estado com o mais alto nível de poluição do ar, segundo análises dos últimos cinco anos, feitas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

No mapeamento feito pela Cetesb, dos 44 municípios com a pior qualidade do ar, estão dez com mais de 200 mil habitantes. Essas cidades estão situadas no entorno da Capital nas regiões metropolitanas de São Paulo, interior e Baixada Santista. 

Desde 2007, a Cetesb é obrigada, conforme o decreto estadual nº 52.469, a classificar a saturação do ar como moderada, séria e severa e divulgar anualmente os dados sobre a qualidade do ar.

A poluição persistente do ar na Baixada Santista é constatada na comparação dos relatórios do órgão ambiental de 2008, 2009 e 2010, que consideram os números de 2005 a 2009.

Segundo a Cetesb, são dois os piores poluentes: o ozônio — proveniente de compostos liberados na queima incompleta de combustíveis de veículos e solventes — e partículas totais em suspensão, partículas inaláveis (poeira) e fumaça. Em Santos, as partículas em suspensão são liberadas de caminhões que transportam grãos.

Saúde

Pessoas expostas à poluição severa do ar podem desenvolver problemas de saúde que vão desde alergias respiratórias à asma, segundo a fisioterapeuta e especialista em doenças respiratórias, Fernanda Penatti, da Unimonte.

Fernanda explicou que a poluição pode causar ainda inflamações nas vias aéreas e ressecamento das mucosas. Fernanda disse que a rinite alérgica é a ocorrência mais comum e que se não for tratada corretamente poderá evoluir para um quadro de asma, e o problema respiratório pode se tornar crônico. “A asma não tem cura, mas é tratável e se caracteriza pela falta de ar”.

No entanto, a especialista orienta que a melhor forma de se prevenir contra as doenças respiratórias é beber bastante líquido mantendo a hidratação e uma boa alimentação, que “vão garantir uma maior resistência do organismo diminuindo o risco de contrair essas doenças”.

Fernanda orienta ainda o uso de soro fisiológico nas vias aéreas para manter as mucosas úmidas. Mas, Fernanda ressalta que aos primeiros sintomas de alergias ou outras doenças respiratórias, a pessoa deve procurar o serviço de saúde para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. Os cuidados com crianças e idosos devem ser redobrados porque são mais vulneráveis às doenças respiratórias.