“Cubatão cada dia melhor”, diz o prefeito Clermont

Clermont também destacou os investimentos no Hospital Modelo

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19 FEV 201321h47

Em entrevista exclusiva ao jornal Diário do Litoral, o prefeito Clermont Silveira Castor (PR) afirma que neste aniversário de 59 anos emancipação político-administrativa, a cidade de Cubatão só tem a comemorar. O prefeito enfatiza que em quase oito anos de mandato já cumpriu 90% do seu plano de Governo, dobrando o número de escolas e creches e ampliando as unidades básicas de saúde.

O prefeito destaca ainda que a Cidade oferece o melhor plano de saúde pública, com o convênio firmado com farmácias que oferecem medicamentos gratuitos à população SUS dependente. Clermont também destacou os investimentos no Hospital Modelo. O prefeito também salientou que a longo prazo o Município terá solucionado 80% do déficit habitacional que hoje é de 10 mil famílias. Clermont disse que assinará as ordens de serviço dos convênios já firmados para projetos habitacionais para que seu sucessor dê continuidade e conclua essas moradias.

DL - Qual o balanço que o senhor faz de seu governo?
Clermont Silveira Castor
- Durmo tranqüilo porque cumpri meu dever. Com as dificuldades que eu tive no início. Foi muito difícil sair de uma dívida que era o dobro da receita fazer alguma coisa. Qualquer empresa privada iria a falência. Comecei pagando primeiro um depois outro. Saudei praticamente todas as dívidas do Município. E acima disso, nós fizemos um aumento da arrecadação. Primeiro o trabalho da equipe  de fiscais de tributos. Demos incentivo ao trabalhador. Aumentando nosso ISS, nosso ICMS e no final do ano conseguimos aumentar nossos royalties. E ainda a sorte que nós temos do crescimento do Pólo Industrial. Esse mega poloindustrial que quanto mais investe mais arrecada tributos. A arrecadação subiu bastante. Quando entrei, há mais de oito anos que não se construia uma escola na Cidade, unidades básicas de saúde.

DL – Cubatão tem um déficit habitacional de cerca de 10 mil famílias que moram em condições precárias e em áreas de risco. Quais os projetos habitacionais em andamento no Município?
Clermont
– Lá no bolsão 7, entregamos um conjunto habitacional com 620 unidades. Entregamos ali no Mário Covas mais 740 unidades, no Morro do Sítio do Pica Pau amarelo. Vamos entregar agora depois do dia 15 de abril, 160 unidades habitacionais lá no Bolsão 8 para retirar as famílias da Vila Parisi para esse conjunto São Marcos. Outro projeto é o FINIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social) com verba do PAC para a construção de moradias dignas na Vila Esperança. Agradeço ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que teve essa atenção especial com Cubatão. Nesse projeto apenas 940 famílias é que sairão de lá porque vamos aproveitar o espaço que já está consolidado e reurbanizar, instalar saneamento básico (residem na Vila Esperança 6.200 famílias). Serão retiradas apenas as famílias que moram em mangues (palafitas). No Bolsão 9 também serão construídos prédios e sobradinhos, tudo com condições que eles possam trabalhar no próprio local.  Há também o projeto Guará Vermelho de reurbanização da Vila dos pescadores, com recursos do Banco Mundial que beneficiará 3.200 famílias.   

DL – Esses projetos habitacionais que estão em curso solucionam o déficit habitacional de Cubatão?
Clermont
– Esses projetos beneficiarão num prazo de dois anos, 80% das 10 mil famílias que vivem em condições precárias, em áreas de risco ou áreas de preservação ambiental. Nas cotas nós temos o projeto da Serra do Mar do governador José Serra. Serão retiradas as famílias que moram em áreas de risco, fora das áreas desafetadas do Parque da Serra do Mar. É claro que ninguém sairá de sua moradia enquanto ao tiver outra para ir. 

DL – Todas as famílias do bairro da Água Fria serão removidas?
Clermont
– Ali, todas as famílias terão que sair por causa do manancial, da Estação de tratamento devido à contaminação da água. Ali é uma área de preservação do Parque do Estado. Eu tentei, mas se lá se tivesse um trabalho de mudar a captação de água, os moradores poderiam até ficar, mas isso foge à competência municipal porque é área estadual e eles querem  preservar aquele local.

DL – Qual o quadro da Saúde na Cidade, prefeito?  
Clermont
– Quando assumi o Hospital Modelo era modelo de coisa ruim. Hoje ele atende a comunidade. Fizemos um projeto de gestão e hoje gastamos com a Educação mais que os 15% do que a Lei (Responsabilidade Fiscal) no obriga a gastar. Então gastamos 20%, 22% assim como na Educação. Eu me sinto com o dever cumprido. Se não fiz mais foi porque não pude.

DL - Em relação à população economicamente ativa. Na cidade que sedia o pólo industrial falta mão-de-obra qualificada. Existem políticas públicas para capacitar trabalhadores cubatenses?
Clermont
– Na própria Prefeitura a gente vem fazendo um trabalho de capacitação dessa mão-de-obra até porque ao longo dos anos a gente via sempre que as empresas traziam gente de fora e elas alegavam que nós não tínhamos mão-de-obra. Esse mês, depois do dia 15, vamos assinar um convênio com a Ciesp e Senai, onde vamos capacitar através do Senai um grande número de profissionais para atender essas empresas. Os cursos realizados serão definidos de acordo com a demanda que necessitarem as empresas. Hoje nós temos empregados através do PAT, 11 mil empregos por causa do crescimento do pólo industrial. Desses, 8 mil são moradores de Cubatão. 

DL - Como anda o Projeto do Porto Industrial Naval de Cubatão (PINC)?
Clermont
– Já apresentei o projeto que prevê a construção de um estaleiro até no exterior. Um estaleiro de produção de navio ao lado da maior produtora de aço naval, já ofereceria um produto melhor e mais barato que os outros, porque não teria ônus no transporte, frete. Os empresários ficam encantados com o projeto, mas não voltam. Acho que alguém lá fora está impedindo isso. O que eu quero é que uma empresa utilize aquela área da melhor forma possível porque ela está situada no canal da Cosipa para Santos, que oferece uma capacidade de escoamento de produtos muito grande para Santos. Eu quero só geração de emprego e renda. (O PINC tem orçamento preliminar de US$ 350 milhões e geraria dois mil empregos diretos e mais três mil, indiretos.

DL – O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos Pedro Brito deu seu aval ao projeto?
Clermont
– O ministro Pedro Brito apóia o projeto, mas ele não vai investir. Precisa ser uma empresa privada. Só que nós temos uma escola naval em Santos, mas para onde vãos esses profissionais formados? Com certeza vão trabalhar em outras áreas.

DL – Como o senhor define a Cidade de Cubatão que completa hoje 59 anos de emancipação político-administrativa?
Clermont
– Vou usar a definição que nós já usamos: Cubatão cada dia melhor.