Cubatão: A terra da oportunidade

Moradores nascidos em Cubatão e que adotaram a cidade para viver são unânimes ressaltar que gostam da Cidade pela qualidade de vida

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20 JAN 201311h49

A cidade que completa hoje 61 anos de emancipação político-administrativa tem 129.582 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E essa gente é formada, em grande parte, por nordestinos, entre os muitos migrantes que buscaram em Cubatão uma oportunidade de emprego. Atraídos pelas indústrias, eles foram chegando, constituindo família, se estabelecendo.

Hoje o povo, que antes era migrante, é cubatense por amor, só quando se cruza a Avenida 9 de Abril com a Rua São Paulo, é que se sente a admiração de quem adotou Cubatão para viver.

“Tudo que eu tenho eu consegui aqui nessa cidade e é por isso que eu gosto tanto de Cubatão”, disse o aposentado Conrado Antonio de Lima, de 65 anos de idade. Oriundo do Estado de Sergipe, ele mora em Cubatão há 45 anos.

Quando Conrado deixou sua cidade natal, primeiro morou em São Vicente, aos 15 anos de idade. Depois conseguiu emprego em Cubatão e logo se mudou, onde permanece até hoje. “Aqui é o meu segundo lugar no mundo. O primeiro é a cidade onde eu nasci”, disse Conrado.

Conterrâneo de Conrado, Raimundo Torres do Couto, de 62 anos, conta sua história. É quase a mesma história de vida com protagonistas diferentes. “Morei em Vicente de Carvalho, no Guarujá, por cinco meses, depois consegui emprego na Fábrica Santista de Papel, então vim morar pra cá”, afirmou Raimundo. “A cidade é excelente. Aqui me casei e criei meus três filhos. Eu gosto muito daqui”, declarou.

Raimundo se sente em casa em Cubatão. “Eu gosto muito daqui por causa da vizinhança, a maioria é nordestino como eu. É uma cidade muito boa”, disse o morador do Jardim Anchieta.

Outra migrante é a dona de casa Nilza Rosa de Souza, de 47 anos, que mora há dez anos na Vila Esperança. “Eu gosto muito de morar aqui. Já morei na Praia Grande desde quando vim com a família, quando eu tinha 7 anos, mas desde que me mudei pra cá gosto muito daqui”, afirmou Nilza que nasceu no interior do Estado da Bahia.

João de Deus Santana tem 57 anos e é camelô há 37 anos em Cubatão. Nascido na cidade de Cipó, em Cubatão ele se estabeleceu e trabalha no mesmo ponto há quase quatro décadas, primeiro vendendo pipoca e nos últimos anos, côco.

Na esquina Avenida 9 de Abril com a Rua São Paulo, em frente à Igreja Matriz, João de Deus viu a cidade que adotou se desenvolver.”Cubatão é a cidade mais bonita do mundo. Já foi uma cidade poluída, quando as pessoas nasciam doentes, mas hoje é uma cidade muito bonita”, afirmou. “O povo de Cubatão é muito educado”.

“Eu amo Cubatão!”. A declaração é da auxiliar de serviços gerais, Vanda Ribeiro Batista, de 38 anos, nascida no Município e moradora do bairro Costa e Silva. Cubatão é uma cidade limpa e organizada, tem coleta de lixo todo dia, o atendimento pelo SUS é muito bom. A única coisa que falta na Cidade é lazer. Faltam umas baladas em Cubatão pra gente se divertir. De resto, eu adoro essa Cidade”.

Para a auxiliar de serviços gerais Onorinda Gomes de Novaes Silva, de 42 anos, Cubatão oferece qualidade de vida. “Eu adoro Cubatão porque é uma cidade plana e tudo é perto. Pra gente que é deficiente é muito bom. Eu sou cadeirante e ando toda a cidade apenas com a cadeira, não dependo de ônibus. Vou para a Vila Esperança, para qualquer bairro”, afirmou a moradora do Sítio do Cafezal.

“Eu gosto do serviço de Saúde, quando chove a cidade não enche d’água e aqui todo mundo fala com todo mundo”, mas a cubatense faz uma ressalva. “Mas não posso deixar de dizer que falta arrumar as calçadas e as ruas. Precisa arrumar esses buracos nas calçadas”, disse Onorinda apontando os buracos na Rua São Paulo.

Todos os entrevistados foram unânimes ao afirmarem que Cubatão é uma cidade boa para se viver, lamentando apenas a falta de opções de lazer como casas noturnas, cinemas, locais de passeio.