Cotidiano
Em novembro, os sindicatos do ABC Paulista entraram em alerta devido ao cenário de incerteza, porém a Construtora nega crise e trata o assunto como 'problema pontual'
Procurada pelo DL, a Construtora Patriani desmente rumores de crise ou falência / Divulgação
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A Construtora Patriani, uma das maiores referências em empreendimentos de alto padrão no Estado de São Paulo, estaria enfrentando um cenário de instabilidade financeira que acendeu o alerta dos sindicatos desde meados de outubro. Nesta semana, o Diário do Litoral voltou a receber relatos de que a empresa estaria prestes a falir ou abrir processo de recuperação judicial.
No fim de 2025, a imprensa paulista recebeu uma série relatos de atrasos nos pagamentos de operários e demissões no setor administrativo, que motivaram intervenções diretas dos sindicatos da construção civil em Santo André, Diadema e São Bernardo do Campo, onde o presidente do Sintracon, Cláudio Bernardes, confirmou que a entidade precisou intervir após operários ficarem sem receber.
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"Nós demos um dia de prazo para a empresa pagar e ela cumpriu. A gente se preocupa com o que pode acontecer. Se o pior ocorrer com a Patriani, como ficam os trabalhadores?", questionou o sindicalista à época em conversa com o Repórter Diário.
O cenário também era de negociação sob pressão no município de Santo André, no qual Mauro Coelho, o secretário-geral do ConstruMob, indicou que cerca de 70 trabalhadores estariam com salários atrasados e a construtora chegou a solicitar um prazo até o dia 29 de outubro para regularizar a situação. "Essa é uma empresa que nunca tinha dado problemas", alertava Coelho na época.
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A apreensão aumenta devido à importância da Patriani para a economia do ABC Paulista, onde é considerada a maior construtora em volume de obras ativas. Apenas em São Bernardo, a companhia emprega aproximadamente 600 trabalhadores diretos e indiretos. No momento, a Construtora também possui empreendimentos ainda em obras nos municípios de Santo André e São Caetano do Sul.
Apesar da manutenção das obras de grande porte, as recentes demissões em cargos administrativos e os protestos, como o ocorrido em frente a uma obra em Campinas, reforçariam o clima de incerteza entre os clientes.
Procurada pelo DL, a Construtora Patriani esclareceu que "mantém suas atividades normais" após um "problema pontual e temporário no final do ano, que já se encontra resolvido". A empresa se coloca à disposição.
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"Estamos, no momento, retomando normalmente as operações, em retorno ao recesso das festas. Em atendimento à nossa relação comercial, priorizamos o contato ativo e interno com nossos clientes, que estão plenamente cientes dessas ações. E por estarmos com esse problema resolvido, entendemos que não há necessidade de posicionamento formal na mídia", afirmou.