Cotidiano
Prefeito de Praia Grande acusa gestão vicentina de negligência e de sobrecarregar prontos-socorros da cidade vizinha; Kayo Amado rebate e cita pactuação estadual
Amado insiste que se trata do cumprimento de pactuações de saúde pública já estabelecidas / Divulgação/PMSV
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O clima político na Baixada Santista esquentou nesta quarta-feira (4) com um embate direto entre os prefeitos de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), e de São Vicente, Kayo Amado (Podemos). O motivo da discórdia, que viralizou nas redes sociais, é a gestão do fluxo de pacientes entre as duas cidades.
Mourão acusa abertamente a administração vicentina de transferir pessoas de seus leitos para as unidades de urgência e emergência de Praia Grande de forma irregular, influenciando o índice de mortalidade nos prontos-socorros.
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Em vídeo publicado na terça-feira (3), o prefeito Alberto Mourão afirmou ter provas de que a gestão municipal de São Vicente estaria agindo com negligência.
Segundo o mandatário, pacientes de São Vicente estariam sendo mantidos em corredores e, posteriormente, encaminhados para os prontos-socorros de Praia Grande, sobrecarregando o sistema de saúde local.
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A reação de Kayo Amado não tardou. Também por meio de vídeo em suas redes sociais, o prefeito de São Vicente rebateu as acusações, focando no caso específico mencionado por Mourão.
De acordo com Amado, a transferência em questão ocorreu devido à necessidade de um atendimento especializado que Praia Grande é remunerada pelo Governo do Estado para oferecer à região.
Amado defendeu que o encaminhamento seguiu protocolos e mencionou que a paciente teria sido articulada via Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
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O prefeito vicentino pontuou que Praia Grande recebe repasses estaduais justamente para atuar como referência em certos procedimentos para as cidades vizinhas, negando qualquer tentativa de "empurrar" pacientes sem critérios técnicos.
Enquanto Mourão sustenta que Praia Grande está sendo usada como "válvula de escape" para as deficiências de São Vicente, Amado insiste que se trata do cumprimento de pactuações de saúde pública já estabelecidas.
Caso alguma prefeitura queira se posicionar, o espaço desta reportagem está aberto a esclarecimentos.
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