Cresce número de vítimas fatais em acidentes de moto em Santos

O número de vítimas fatais em acidentes de motos em Santos, este ano, já é maior do que o registrado em todo o ano passado, na Cidade

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05 MAR 201321h02

Conforme a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos), já morreram 21 pessoas contra 16, em 2005. O levantamento da CET é baseado nos boletins de ocorrências lavrados nas delegacias. Em 2005, foram registrados 2.632 acidentes envolvendo motos. Destes 1.592 acidentados tiveram ferimentos leves e 120, graves. Em 914 ocorrências, não houve vítimas. Já no primeiro semestre deste ano, 689 pessoas tiveram ferimentos leves e 81, graves. Em 483 acidentes ninguém ficou ferido.

Segundo avaliação do presidente da CET-Santos, Rogério Crantschaninov, houve um aumento da “violência” no trânsito. “Os casos com vítimas fatais ou que ficaram gravemente feridas é maior este ano se compararmos com as ocorrências de todo o ano de 2005”, afirmou. Ainda de acordo com Crantschaninov, os jovens na faixa de 18 a 27 anos são os que mais se envolveram em acidentes com motos.

Os números são uma amostra da constatação divulgada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) em todo o País. Em função do aumento da frota de motos e, consequentemente do número de vítimas fatais em acidentes, o tema da Campanha Nacional de Trânsito este ano é ‘Motociclista - Você e moto: uma união feliz’.

Segundo o Denatran, circulam no País hoje 7,5 milhões de motos. Só em Santos, foram licenciadas este ano, 45 mil motos, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP).

A campanha de Trânsito realizada em todas as cidades brasileiras, termina neste domingo. Para o presidente da CET-Santos, a campanha ajuda a conscientizar as pessoas, principalmente os jovens, mas fez questão de ressaltar que “a melhor educação para o trânsito começa dentro de casa”, enfatizando que a prudência e a responsabilidade devem partir de cada um.

O presidente do Motoclube ‘Nativos da Ilha’, de Vicente de Carvalho, Tiago Reis, confirma as estatísticas do Denatran. Segundo ele, a procura por motos tem sido cada vez maior em virtude da agilidade no trânsito e da economia em combustível que o veículo proporciona.

Outro fator que contribuiu para a preferência por motos foi a expansão dos serviços de entrega — que abriu o mercado para os motoboys — e das atividades de moto-táxi. “Tem muita gente que além de ter carro também adquiriu moto, mas sem dúvida os maiores compradores de motos ainda são os jovens”, afirmou.

Para Tiago, as campanhas de orientação e conscientização deveriam ser promovidas com mais frequência. “É claro que a conscientização deve partir do condutor, mas as campanhas reforçam a segurança no trânsito”.