As correntes de retorno podem ser identificadas por áreas onde as ondas não quebram, / Divulgação/Governo de SP
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Um dado alarmante do Corpo de Bombeiros de São Paulo serve de alerta para os milhões de turistas que visitam o litoral paulista: nove em cada dez mortes por afogamento acontecem em áreas de corrente de retorno. Estes trechos, conhecidos pelo refluxo das ondas que "puxa" o banhista para o fundo, representam o maior risco nas praias brasileiras.
Para enfrentar esse desafio durante a alta temporada, o Governo de São Paulo mantém a Operação Verão Integrada, que conta com um investimento de R$ 55 milhões em segurança e o maior efetivo policial e de guarda-vidas da história.
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Com a expectativa de receber 16,7 milhões de visitantes, o monitoramento preventivo foi intensificado para sinalizar buracos e valas perigosas.
As correntes de retorno podem ser identificadas por áreas onde as ondas não quebram, apresentando uma aparência de "água mais calma" ou com coloração diferente (geralmente mais escura ou turva pela areia removida).
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No entanto, essa calmaria é ilusória, pois é justamente ali que a água retorna com força em direção ao oceano.
O Coronel Valdecir Nascimento orienta que o banhista busque um guarda-vidas logo na chegada: “Ele é a pessoa mais apropriada para orientar sobre onde é mais seguro ficar para o banho com a família e com as crianças”. Além das orientações verbais, é vital respeitar as placas de sinalização colocadas na areia.
A porta-voz da corporação, Capitão Karoline, destaca que o consumo de bebidas alcoólicas é um agravante fatal, pois reduz a percepção de risco e altera a noção da realidade. “A orientação é evitar o consumo antes de entrar na água”, afirma.
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Outro vilão silencioso são os objetos flutuantes, como boias e colchões infláveis. Dados indicam que um terço das mortes por afogamento começa com o uso desses itens, que podem ser facilmente arrastados pelo vento ou correntes para áreas profundas, deixando o banhista desamparado caso caia do objeto.
Para uma prevenção eficaz, os bombeiros reforçam uma regra simples e memorável: “Água no umbigo, sinal de perigo”.
Ao atingir essa altura, o corpo perde peso e fica mais suscetível a ser derrubado por ondas ou arrastado por correntes. Em caso de qualquer dúvida sobre as condições do mar, a recomendação é clara: saia da água e consulte o profissional de salvamento mais próximo.
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