Correios podem entrar em greve hoje

Paralisação ocorrerá caso as reivindicações não sejam atendidas em assembleia. Na região, categoria se reúne no Settaport

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31 JUL 2019Por Vanessa Pimentel07h30
Categoria explicou que a mobilização, por tempo indeterminado, se deve a reivindicações não atendidasFoto: Nair Bueno/DL

Os Correios podem entrar em greve a partir de hoje, caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas. Na região, os funcionários se reúnem em assembleia hoje, às 19h30, na Fundação Settaport.

Segundo José Antônio da Conceição, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Santos (Sindect), a reunião irá discutir a manutenção de benefícios, como o vale refeição pago durante as férias e no fim do ano, adicional de férias, entre outras pautas.

"Nós recebemos vale refeição nas férias, mas a empresa não quer mais pagar. Também não querem mais manter no plano de saúde os pais dos funcionários. Há ainda a proposta de diminuir de 60% para 20% o adicional noturno", disse José Antônio. O representante da categoria explicou que a mobilização, por tempo indeterminado, será decidida após essa reunião.

Brasil

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) enviou um ofício ontem ao presidente da estatal, Floriano Peixoto, anunciando que a paralisação terá início às 22 horas.

No documento, a categoria explicou que a mobilização, por tempo indeterminado, se deve a "reivindicações não atendidas pela empresa na mesa de negociação" e por falta de "reajuste salarial e contra a retirada de direitos históricos da categoria".

Os funcionários dos Correios foram ontem ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), tentar fazer uma mediação para impedir a greve.

Ano passado

Em agosto do ano passado, os trabalhadores dos Correios também entraram em greve por causa de modificações no plano de saúde.

A situação afetou a distribuição de encomendas e cartas para a população da Baixada Santista e Vale do Ribeira.

Na época, as cidades mais afetadas foram Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão e Guarujá.