Cotidiano

Corpo de corretora desaparecida é encontrado em mata; síndico e filho são presos

Corpo foi encontrado em região de vegetação e prisão dos suspeitos aconteceu após avanço nas apurações do desaparecimento

Ana Clara Durazzo

Publicado em 28/01/2026 às 09:50

Atualizado em 28/01/2026 às 15:26

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Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 de forma intrigante / Reprodução

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O mistério que angustiava Caldas Novas (GO) há mais de um mês chegou a um desfecho trágico. Na manhã desta quarta-feira (28/01), a Polícia Civil prendeu Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio da vítima, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira. A prisão ocorreu poucas horas após o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, ser localizado em uma área de mata.

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O sumiço no subsolo

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 de forma intrigante. Ela desceu ao subsolo do condomínio para verificar uma queda de energia em seu apartamento. A investigação descobriu uma falha suspeita de dois minutos nas câmeras de segurança justamente quando ela retornava.

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  • Sem rastro: Não existem imagens de Daiane saindo do prédio ou voltando ao apartamento.

  • Cena abandonada: A porta da residência ficou destrancada, e ela não levou pertences, indicando que não planejava sair de casa.

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O vídeo que nunca chegou

Um detalhe crucial para a polícia foi o comportamento digital da corretora. Acostumada a filmar seus trajetos, Daiane gravou um vídeo no subsolo e tentou enviar a uma amiga. O registro nunca foi entregue. Esse foi o último sinal de vida antes do silêncio que durou até a descoberta do corpo nesta quarta-feira.

A linha de investigação

A Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio ao analisar a relação explosiva entre a vítima e o síndico. Daiane movia 12 ações judiciais contra Cléber Rosa nas esferas cível e criminal.

  • Onze desses processos ainda estão tramitando na Justiça.

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  • Embora o Ministério Público não tenha confirmado o vínculo direto entre as brigas e o crime anteriormente, as prisões preventivas sugerem que a força-tarefa encontrou evidências técnicas sólidas que ligam pai e filho ao assassinato.

Próximos passos

O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) agora trabalha para entender a dinâmica do crime e o que aconteceu naquele intervalo de dois minutos no subsolo. O corpo passará por perícia para determinar a causa da morte.

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