Cotidiano

Coração do litoral do RJ já teve macaco com 400 mil votos em eleição para prefeito

O resultado chamou atenção: Tião recebeu cerca de 400 mil votos, ficando em terceiro lugar na votação

Igor de Paiva

Publicado em 24/01/2026 às 10:00

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Imagem meramente ilustrativa / Pixabay

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Já imaginou um animal se candidatar a um cargo político? Isso quase aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, um dos principais pontos turísticos do Brasil. Estamos falando do famoso macaco Tião, que entrou para a história da política brasileira de forma inusitada.

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Com o lema “Tudo pela evolução. Para prefeito, macaco Tião!”, o primata teve seu nome lançado simbolicamente na disputa pela Prefeitura do Rio em 1988. A candidatura causou grande repercussão e divertiu a população carioca.

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O resultado chamou atenção: Tião recebeu cerca de 400 mil votos, ficando em terceiro lugar na votação.

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A verdade por trás da candidatura

Apesar do número expressivo de votos, a candidatura de Tião não passou de uma ação satírica em forma de protesto, idealizada pela revista Casseta Popular, com apoio do então deputado Fernando Gabeira (PV).

A ideia era escancarar a insatisfação popular com os candidatos disponíveis na época, sugerindo que até um macaco do zoológico poderia representar melhor a população do que algumas opções políticas reais.

A ligação de Tião com o Rio

O macaco era uma figura bastante conhecida no Zoológico do Rio de Janeiro. Seu nome, Tião, era uma homenagem ao padroeiro da cidade, São Sebastião. Durante o crescimento, tornou-se popular entre as crianças, aprendendo a andar sobre duas patas e a fazer caretas para o público.

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No entanto, na década de 1980, após ser colocado em uma jaula, seu comportamento mudou. Tião passou a se mostrar agressivo, chegando a arremessar fezes nos visitantes — incluindo, segundo relatos, o prefeito do Rio na época.

História e morte

Tião morreu em 1996, aos 33 anos, vítima de complicações causadas por diabete. Mesmo após sua morte, o macaco segue como um dos símbolos mais curiosos da história política brasileira, lembrado até hoje como um protesto irreverente contra a classe política da época.

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