A Autoridade Portuária de Santos (APS) mantém um contrato de R$ 4,9 milhões para a utilização de veículos blindados destinados à diretoria da companhia.
O acordo prevê a disponibilização de cinco carros blindados, dez motoristas treinados e cobertura de despesas como pedágios e estacionamento durante um período de 30 meses.
A frota é composta por cinco unidades do SUV híbrido Toyota Corolla Cross, modelo que combina motor elétrico e a combustão.
Cada veículo possui blindagem nível III-A, capaz de resistir a disparos de armas de mão de diferentes calibres, incluindo pistolas 9 milímetros e Magnum .44.
O contrato foi firmado com a empresa São Paulo Turismo & Receptivo Ltda ME e está em vigor desde 10 de março de 2025.
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Como o valor é distribuído
Segundo os dados da licitação, a maior parte do contrato está relacionada à mão de obra. Os custos estão divididos da seguinte forma:
- R$ 3,9 milhões para pagamento de dez motoristas treinados ao longo dos 30 meses
- R$ 1,07 milhão para locação dos cinco veículos blindados
- R$ 184 mil para pedágios e estacionamentos
Na prática, o contrato representa um gasto médio mensal de cerca de R$ 165 mil, sendo:
- R$ 130 mil com mão de obra
- R$ 29 mil com locação dos veículos
- R$ 6,1 mil com despesas operacionais
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Justificativa para os carros blindados
De acordo com a APS, o uso de veículos blindados no transporte de autoridades não é uma medida recente. A prática foi adotada em 2016, após uma auditoria recomendar reforço na segurança durante deslocamentos oficiais.
A gestora do porto também afirma que, em 2021, houve uma perda salarial acumulada de 45,76% entre os motoristas, o que teria provocado desmotivação e evasão de profissionais qualificados, aumentando o risco em operações que envolvem autoridades.
Segundo a autoridade portuária, o serviço atende diretores, conselheiros e delegações nacionais e internacionais, incluindo visitas de presidentes da República, ministros e representantes de governos estrangeiros, que se tornaram mais frequentes com a ampliação da atividade portuária.
Outro argumento apresentado é que não há motoristas com a capacitação exigida no quadro próprio da instituição, o que justificaria a contratação terceirizada.
A APS afirma ainda que o contrato resultou em economia de 26,7% em relação ao valor inicialmente estimado, de R$ 6,8 milhões, e que a referência para a contratação considerou acordos semelhantes de estatais como Petrobras, Banco do Brasil e BNDES.
