Cotidiano
Autoridades de saúde orientam que a população busque informações confiáveis e siga as recomendações da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e dos órgãos municipais de saúde
Entre as principais preocupações estão doenças como leptospirose e hepatite A, além das doenças diarreicas agudas / Divulgação Min da Saúde
Continua depois da publicidade
O contato com águas contaminadas durante eventos climáticos extremos, como os alagamentos registrados no estado no início da semana, representa riscos à saúde da população. Diante desse cenário, autoridades de saúde orientam que a população busque informações confiáveis e siga as recomendações da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e dos órgãos municipais de saúde.
Entre as principais preocupações estão doenças como leptospirose e hepatite A, além das doenças diarreicas agudas. Também há risco elevado de transmissão de enfermidades em locais com grande concentração de pessoas, como abrigos provisórios, e de acidentes, incluindo choques elétricos, ferimentos, tétano acidental, alergias e ocorrências envolvendo animais peçonhentos.
Continua depois da publicidade
Para reduzir os riscos, a orientação é evitar, sempre que possível, o contato direto com a água das enchentes. Quando inevitável, recomenda-se o uso de luvas, botas de borracha ou outras formas de proteção para pernas e braços, como sacos plásticos duplos.
Objetos e materiais que não puderem ser recuperados devem ser descartados na coleta pública. A lama acumulada em ambientes, móveis e utensílios deve ser removida com escova, água limpa e sabão. Medicamentos e alimentos — como frutas, legumes, verduras, carnes, grãos, leites, derivados e enlatados — que tiveram contato com a água da enchente devem ser descartados, mesmo que estejam embalados.
Continua depois da publicidade
Utensílios domésticos laváveis, como panelas, copos e pratos, devem ser higienizados com água e sabão e, posteriormente, desinfetados. Pisos, paredes, bancadas e quintais também precisam ser lavados e desinfetados.
Em residências que não possuem reservatório domiciliar, após o restabelecimento do abastecimento, a recomendação é deixar a água correr por alguns minutos nas torneiras, para eliminar possíveis resíduos contaminados das tubulações.
A leptospirose é transmitida pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de roedores, como ratos e camundongos. A urina de outros animais infectados, como bois, porcos, cavalos, cabras, ovelhas e cães, também pode transmitir a doença.
Continua depois da publicidade
Os principais sintomas são febre, dor de cabeça e dores musculares, principalmente nas panturrilhas. Em caso de suspeita, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.
A hepatite A é transmitida, principalmente, pela ingestão de água ou alimentos contaminados por esgoto ou dejetos humanos. A doença também pode ser transmitida por contato pessoal próximo, inclusive no ambiente domiciliar, em creches, entre pessoas em situação de rua ou por contato sexual.
Os sintomas iniciais incluem fadiga, mal-estar, febre e dores musculares, podendo evoluir para enjoo, vômitos, dor abdominal, diarreia ou constipação. Em fases mais avançadas, pode ocorrer urina escura e icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos. Os sintomas costumam surgir entre 15 e 50 dias após a infecção.
Continua depois da publicidade
As doenças diarreicas agudas (DDA) são causadas por diferentes microrganismos, como bactérias, vírus e parasitas. A transmissão ocorre pelo consumo de água ou alimentos contaminados, pelo contato com objetos contaminados ou pelas mãos sujas.
O quadro é caracterizado por pelo menos três episódios de diarreia em 24 horas, podendo ser acompanhado de náusea, vômito, febre e dor abdominal. Na maioria dos casos, a doença é autolimitada, com duração de até 14 dias, mas pode evoluir para quadros mais graves, como a disenteria.
O excesso de chuvas pode provocar o deslocamento de animais peçonhentos, como aranhas, serpentes, escorpiões e lacraias, que costumam se abrigar em entulhos, madeira empilhada, tijolos, telhas e lama.
Continua depois da publicidade
Em caso de picada, a orientação é lavar o local com água e sabão, manter a vítima em repouso, com o membro afetado elevado, e procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo. Não se deve amarrar, cortar ou fazer intervenções no local da ferida.
O tétano acidental pode ocorrer quando ferimentos na pele entram em contato com terra, poeira ou fezes contaminadas com esporos da bactéria causadora da doença. Durante enchentes, o risco aumenta devido à presença de entulhos e destroços.
O período de incubação varia, em média, de três a 21 dias. Entre os sintomas estão febre baixa, dificuldade para engolir, rigidez muscular, espasmos e contrações musculares generalizadas. Ao sofrer qualquer ferimento, a pessoa deve procurar atendimento médico imediato e, se possível, levar a carteira de vacinação.
Continua depois da publicidade
Após enchentes, também aumenta o risco de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, devido ao acúmulo de água parada. Além da dengue, há alerta para zika, chikungunya e febre amarela. A população deve eliminar possíveis criadouros e procurar atendimento médico em caso de sintomas.
Com informações do Ministério da Saúde.