Cotidiano

Conta de luz vai pesar mais em 2026: veja o novo valor e onde mais vai subir

Projeção da Aneel indica alta de 8%, puxada por subsídios e uso de térmicas; RJ e RR já têm reajustes de até 23%

Nathalia Alves

Publicado em 17/03/2026 às 16:45

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Taxa da CDE custará R$ 52 bilhões aos brasileiros em 2026 e responde por metade dos reajustes / Reprodução/Freepik

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Os primeiros reajustes na conta de luz aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2026 acendem um alerta para o bolso do consumidor.

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Os aumentos já chegam a dois dígitos em alguns estados e, segundo projeção da própria agência divulgada nesta terça-feira (17), a conta de luz do brasileiro deve subir, em média, 8% ao longo do ano, percentual mais que o dobro da inflação projetada para o período.

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Em Roraima, o reajuste médio foi de 23,2%. No Rio de Janeiro, os clientes da Enel enfrentam alta de 14,2%, enquanto os atendidos pela Light tiverem reajuste de 6,9%. Os índices foram autorizados pela Aneel no início do ano e já estão em vigor.

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De acordo com a agência reguladora, cerca de metade do índice de reajuste é provocado pelo aumento no custo dos subsídios pagos por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Em 2026, o mecanismo vai custar R$ 52 bilhões aos consumidores brasileiros.

Enel Rio tem alta de 14,2%; em Roraima, aumento chega a 23%lientes da Enel e Light no Rio já sentem o impacto; subsídios bilionários pressionam a tarifa de energia/Freepik

Esses recursos são destinados a políticas como subsídios para energias renováveis e a isenção na conta de luz para famílias de baixa renda, benefício aprovado pelo Congresso Nacional em 2025, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos três reajustes já anunciados neste ano, os subsídios tiveram peso significativo. Em Roraima, estado recentemente integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), e na área de concessão da Enel, as despesas com a CDE foram responsáveis por aproximadamente metade do aumento tarifário.

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Já na região atendida pela Light, os subsídios subiram 7,6%, mas o impacto foi parcialmente compensado pela redução de outros componentes da tarifa.

Mais pressão sobre a energia

Além dos subsídios, outros fatores devem contribuir para o avanço das tarifas em 2026. O custo da energia também será maior com o esperado acionamento de usinas térmicas para compensar o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, consequência das poucas chuvas registradas na virada do ano.

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Outro elemento que pressiona os preços é a privatização da Eletrobras, concluída em 2022. A empresa, atualmente com capital aberto, passou a vender parte da energia que antes comercializava em cotas fixas para as distribuidoras a preços de mercado.

A lei que privatizou a estatal previu um período de transição, com redução gradual dessas cotas até 0% em 2027, o que significa que, na prática, a energia fica mais cara a cada ano.

Reforma prometida

A redução dos subsídios na conta de luz foi uma das promessas do governo Lula para o setor elétrico. O Executivo chegou a enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei com propostas de reforma do setor, mas a tramitação da matéria ainda não foi concluída.

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Enquanto isso, o consumidor segue arcando com uma conta cada vez mais pesada, reflexo de despesas setoriais, opções de política energética e decisões tomadas nos últimos anos que impactam diretamente o bolso de quem paga a tarifa no fim do mês.

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