Cotidiano

Consumidor deve ter cautela com Black Friday

Certos cuidados podem evitar dores de cabeça e prejuízos financeiros no dia de promoção, que ocorre hoje

Da Reportagem

Publicado em 27/11/2015 às 10:30

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Procon deve inspecionar valores promocionais para evitar fraudes / Matheus Tagé/DL

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Importada dos Estados Unidos, a Black Friday já se tornou uma febre no Brasil e, ano após ano, é aguardada ansiosamente por muitos consumidores que buscam uma ótima promoção para, enfim, comprar aquele objeto de desejo. Em contrapartida, os lojistas, cada vez mais, se organizam para atender a este público ávido por bons descontos, não só nas lojas físicas, mas também via e-commerce. Em comum, alerta a Boa Vista SCPC, ambos devem redobrar a atenção ao fechar qualquer negócio na Black Friday.

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Em pesquisa recente realizada pela Boa Vista SCPC, por meio do portal www.consumidorpositivo.com.br, com consumidores de todo o País, sobre a probabilidade de ocorrer fraudes nas vendas por e-commerce, 24% consideram alta essa probabilidade, 54% média e 22% baixa. Ainda assim, 85% se dizem seguros ou muito seguros ao realizar compras pela internet.

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Para que o consumidor não fique no escuro nesta sexta-feira, dia 27, quando acontecerá a próxima Black Friday, Leonardo Soares, responsável pela área digital e de fraudes da Boa Vista SCPC faz um alerta: “Da mesma forma que as pessoas aguardam a Black Friday para realizar o sonho da compra de algum bem com valor mais alto, os fraudadores também ficam em busca de novas formas para a captura de informações e consequente evolução de suas fraudes”.

Segundo o especialista, nesta data é comum a fraude promocional, na qual algumas lojas maquiam os preços, lesando milhares de consumidores, ao criarem uma falsa impressão de que estão pagando menos por um produto que já custava aquele valor.

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Santos deve movimentar R$ 10 milhões em compras

Para Santos, a projeção da Black Friday é que o total de compras chegue a R$ 9.184.853, um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2014. A estimativa foi elaborada pelo Busca Descontos em parceria com a ClearSale, empresa especializada em soluções antifraude.

Na Black Friday do ano passado, a cidade paulista movimentou a cifra de R$ 8.188.563, registrando pico no número de acessos à meia-noite. Os produtos mais desejados pelos consumidores de Santos neste ano pertencem às categorias de eletrônicos (15,27%); informática (14,5%) e eletrodomésticos (13,74%).

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De acordo com a organização oficial da BlackFriday.com.br, a edição deste ano também baterá o recorde em âmbito nacional, alcançando a marca de R$ 978 milhões em faturamento. O tíquete médio previsto é de R$ 422,39.

“O crescimento de 12% é relevante em um ano economicamente complicado. Além disso, a previsão é que o consumidor valorize ainda mais seu dinheiro, pesquisando mais as melhores ofertas. Enfim, comprar mais com menos”, afirma Juliano Motta, diretor geral da BlackFriday.com.br.

Procon Santos vai comparar preços promocionais

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Amanhã, funcionários do Procon Santos vão verificar se os estabelecimentos estão cumprindo os valores promocionais prometidos. Na semana passada, funcionários pesquisaram preços de vários produtos, principalmente eletrodomésticos e eletrônicos. A intenção é ter um banco de dados capaz de confirmar se os comerciantes praticarão os descontos anunciados na data promocional conhecida como “Black Friday”, marcada para hoje.

O coordenador do órgão, Rafael Quaresma, diz que, se o consumidor já sabe o produto que deseja comprar, deve visitar várias lojas e, se possível, fotografar a mercadoria com o preço e o nome do estabelecimento, para servir de prova no caso de uma futura propaganda enganosa, de um desconto que não existe.

Se o celular não registra dia e hora em que a foto foi feita, a imagem pode ser enviada para um e-mail de confiança, ou postada em rede social. Tudo para confirmar o dia com o preço da mercadoria.

Multa

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Se ficar comprovado que houve aumento injustificado de preços, dias antes da liquidação para maquiar o desconto, o estabelecimento pode ser autuado conforme o Código de Defesa do Consumidor, com aplicação de multa. No ano passado, duas lojas foram penalizadas.

Confira os 7 passos para o consumidor realizar os melhores ­negócios durante a Black Friday

1 – Reconheça o e-commerce e avalie a reputação da loja

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Antes de tudo, pesquise bem o preço médio do produto ou serviço que pretende adquirir. Ao se decidir pela compra, opte por fazê-la em sites conhecidos. Confira a reputação da loja em sites especializados em reclamações. Em geral, esses sites relatam problemas com o pedido, a entrega, e a política reversa e todos os processos que envolvem as compras on-line. O cuidado com a reputação da loja dá mais segurança na decisão de compra.

2 – Cuidado com e-mails desconhecidos

Não clique em e-mails com remetentes desconhecidos, pois podem ser phishing (fraude eletrônica ou vírus). Opte por entrar diretamente no site, digitando na barra o endereço eletrônico. 
Essa atitude é mais segura e já no site da loja verifique se a promoção citada é realmente real. A mesma recomendação vale para links postados em redes sociais.

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3 – Use dispositivos privados

É arriscado efetuar compras em computadores públicos. Prefira usar o computador de casa ou de alguma pessoa que você conheça e confie.

4 – Tenha cuidado com redes públicas de internet

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As redes públicas são mais suscetíveis a ataques e ações fraudulentas. De preferência use a internet privada (casa, trabalho ou local ­confiável).

5 – Atualize seu antivírus

As empresas que trabalham com segurança eletrônica oferecem constantemente novas formas de proteção. Então, fique atento e atualize o seu antivírus sempre que necessário.

6 – Compare os preços

Antes de concretizar a compra compare os preços com dias, semanas e até meses anteriores, para verificar se o valor que pretende pagar está mesmo com desconto. Isso é possível através de comparadores que mostram o histórico da evolução dos preços praticados. Esse cuidado evita fraudes comerciais, e há diversos sites na internet com comparadores de preços.

7 – Foi lesado, compartilhe sua experiência

Caso tenha sido vítima de fraude comercial e propaganda enganosa, faça uma reclamação em sites especializados. Sua experiência, ainda que ruim, pode ajudar outros consumidores.

 

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