Consciência Negra: no feriado, reflexão sobre igualdade e reverência a Zumbi

Momento de reflexão sobre um mundo com mais igualdade de condições e oportunidades para todos.

Comentar
Compartilhar
21 NOV 201312h19

Momento de reflexão sobre um mundo com mais igualdade de condições e oportunidades para todos. O Dia da Consciência Negra, nesta quarta-feira (20), reuniu autoridades e representantes de instituições ligadas à cultura afro-brasileira na Praça Palmares, Macuco, para reverenciar Zumbi, o líder que lutou por uma sociedade igualitária entre negros, brancos e índios.

No local, foi entoado o hino à negritude e depositadas flores junto ao busto do ícone da resistência à escravatura. O ato contou com a participação da banda de música do CPI-6 e teve apresentações do grupo de dança cigana Tsara Romai; da banda Carlos Gomes; e do grupo de capoeira Aruanda (mestre Cícero). Além de canto negro e poesias declamadas por Giba do Sapatinho e ritual de matriz africana comandado pelo babalorixá Badeladey, da Associação Cultural Afrobrasileira Luz das Candeias do Litoral da Costa da Mata Atlântica.

A data que lembra a morte do negro Zumbi foi destacada pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa como um dia de reflexão e ação. “Santos tem papel relevante na história de libertação e independência do país. Temos a missão de continuar a escrever essas páginas com justiça e agregando valores, pois uma cidade só pode ser justa quando é igual para todos que moram nela, quando todos se respeitam e vivem harmonicamente”.

Presidente do Conselho da Comunidade Negra de Santos, Tatiana Evangelista lembrou as mazelas do racismo do ponto de vista econômico, político e até emocional. “É um dia de reflexão em prol da igualdade racial. Zumbi deixou uma luta que temos que levar adiante, pois ainda lidamos com preconceito em pleno século 21“.

Também estavam o secretário de Defesa da Cidadania (Secid), Marcelo Del Bosco; e o coordenador de Promoção da Igualdade Racial e Étnica, Jorge Fernandes.

Consciência humana
Uma luta que é de todos. A munícipe Margarida Maria Silva, 62 anos, do Boqueirão, comparece todo ano à solenidade. “Gosto de vir, faço minha prece a Zumbi e agradeço à raça negra, que sofreu demais há muitos anos, foi maltratada e ignorada. Isso é amor e união entre as raças”, disse.

Para o babalorixá Badeladey, “aqui comemoramos não só a consciência negra, mas a consciência humana, reconhecendo e agradecendo aos nossos ancestrais”. A programação alusiva à data segue até segunda-feira (25), com diversas atividades pela cidade, como entrega de troféu, curso, missa e oficinas. A organização é do Conselho da Comunidade Negra, com apoio da Secid.