O cartão de crédito, que deveria ser um aliado, virou o maior vilão do bolso brasileiro / ImageFX
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O cartão de crédito, que deveria ser um aliado, virou o maior vilão do bolso brasileiro. Com juros que ultrapassam os 330% ao ano, qualquer aumento de limite sem controle pode ser uma sentença de dívida infinita. Enquanto a Espanha discute uma lei rigorosa para proibir qualquer crédito 'no automático', o Brasil também endurece as regras para proteger o consumidor.
A pergunta que não quer calar: você realmente deu permissão para esse limite extra que o banco te deu?
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Na Espanha, um novo projeto de lei promete sacudir o mercado financeiro. A regra é clara: nenhum banco poderá aumentar limites ou emitir cartões sem o consentimento expresso e rastreável do cliente.
Fim do 'Revolving': O alvo principal são os cartões onde o pagamento mínimo gera uma bola de neve impagável.
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Transparência Brutal: Os bancos serão obrigados a mostrar exatamente quanto a dívida pode crescer se o cliente pagar apenas o mínimo.
Muitos brasileiros não sabem, mas desde julho de 2024, o Banco Central exige aprovação explícita para cada aumento de limite.
Prática Abusiva: Aumentar o limite sem você pedir ou autorizar pode ser considerado abuso pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
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Direito de Recusa: Se o seu limite subiu "do nada", você tem o direito de exigir a redução imediata pelo aplicativo ou central de atendimento.
No Brasil, o custo do crédito é um dos mais altos do mundo. Veja o peso no seu bolso:
Rotativo do Cartão: Média de 330% ao ano. Uma dívida de R$ 1.000 pode virar mais de R$ 4.000 em apenas 12 meses.
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Parcelamento de Fatura: Mesmo com juros menores, a média é de 164% ao ano, superando até o cheque especial.
Risco de Fraude: Especialistas alertam que limites altos demais, além de induzirem ao gasto impulsivo, aumentam o prejuízo em casos de golpes e clonagens.
Para não cair na armadilha do crédito fácil, siga a regra de ouro dos especialistas:
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Limite Compatível: Ajuste seu limite para no máximo 30% da sua renda mensal.
Filtro de Segurança: Se o banco oferecer 'crédito pré-aprovado', ignore até que você realmente precise e tenha planejado o pagamento.
Ação Judicial: Se o banco insistir em enviar cartões ou aumentar limites sem sua ordem, você pode recorrer ao Procon ou Juizados Especiais.
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