Conheça a febre Oropouche, que já teve casos confirmados no Vale do Ribeira

Os pacientes são residentes de uma área rural e não tem histórico de deslocamento para regiões com casos

Os sintomas da doença são semelhantes ao da dengue e chikungunya, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia

Os sintomas da doença são semelhantes ao da dengue e chikungunya, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia | Reprodução/SES

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou dois casos de febre do Oropouche em Cajati, no Vale do Ribeira. Os pacientes são residentes de uma área rural e não tem histórico de deslocamento para regiões com casos.

O que é?

A Febre Oropouche é transmitida pelo mosquito Culicoides paraenses, conhecido como mosquito-pólvora ou maruim. Os animais carregam o vírus por alguns dias após picarem um infectado e podem passar a doença para pessoas saudáveis.

Sintomas

Os sintomas da doença são semelhantes ao da dengue e chikungunya, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.

Transmissão

A doença tem dois ciclos de transmissão, o ciclo silvestre, no qual os animais são os portadores do vírus e o ciclo urbano, no qual os humanos são os principais portadores.

Apesar do mosquito-pólvora ser o principal transmissor do vírus, outras espécies como o Coquilletti diavenezuelensis, o Aedes serratus e o Culex quinquefasciatus também podem transmitir.

Segundo a Secretaria de Saúde, os dois casos foram atendidos em Unidades Sentinelas do Estado, onde são feitas coletas de sangue de pacientes com febre e outros sintomas característicos da doença para monitoramento.

Os pacientes apresentavam sintomas parecidos com o da dengue e não tinham histórico de deslocamento nos últimos 30 dias.

O diagnóstico veio após o resultado de exame de RT-PCR realizado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

A coordenadora em saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da SES, Regiane de Paula, informou em nota que o Ministério da Saúde já foi notificado.

Ainda não existe vacina para a doença e a forma de prevenção recomendada é o uso de repelentes.