Comprar ar-condicionado no inverno: jogada de mestre ou ilusão de preço baixo?

O aparelho, que já se consolidou como item de sobrevivência básica no Brasil, entra no radar de quem deseja economizar, mas o desafio vai além da etiqueta de preço.

Aproveitar a queda nas temperaturas para garantir o frescor do próximo verão virou a estratégia favorita dos brasileiros que buscam fugir da alta demanda

Aproveitar a queda nas temperaturas para garantir o frescor do próximo verão virou a estratégia favorita dos brasileiros que buscam fugir da alta demanda.

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O aparelho, que já se consolidou como item de sobrevivência básica no Brasil, entra no radar de quem deseja economizar, mas o desafio vai além da etiqueta de preço.

Entre promoções sazonais e o temido “efeito colateral” no orçamento, entender se o investimento realmente compensa agora exige olhar para o planejamento, já que a compra tem implicações de custo a curto prazo que muitos ignoram.

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A resposta para essa dúvida depende de três fatores fundamentais que moldam o mercado em 2026: a tecnologia do equipamento, a estrutura da residência e o perfil de uso da família.

Custo de instalação

O custo de instalação ainda é um dos obstáculos mais dolorosos para as pessoas que querem climatizar sua própria casa.

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O serviço para um modelo split geralmente varia de R$ 450 a R$ 1.300 e pode ultrapassar a barreira dos R$ 2.000 no caso de situações complexas, como apartamentos em andares altos ou casas antigas que precisam melhorar a rede elétrica.

Quando o consumidor soma o valor do aparelho aos gastos com mão de obra, tubulação e suportes, o investimento total costuma oscilar entre R$ 2.200 e R$ 3.900, lembrando que a instalação de modelos como o cassete ou sistemas multi-split pode ser significativamente mais cara que a de um modelo de janela tradicional.

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Energia é fator importante

Além do gasto inicial, o grande vilão que atormenta os clientes é o uso de energia, que representa até 40% das despesas residenciais nos meses mais quentes.

Apenas para referência, o ventilador médio pode funcionar a cerca de 75W-135W por hora e um ar condicionado de 9.000 BTU pode funcionar até 750W-2.000W, dependendo do uso.

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Para muitas casas, o uso diário de oito horas do aparelho cria um aumento no pagamento mensal de R$ 80 a R$ 250.

Investimento a longo prazo

Ainda assim, em um país onde as temperaturas frequentemente ficam acima de 35 °C, o ar condicionado deixou de ser uma despesa adicional, mas um investimento em qualidade de vida, sono e produtividade, ao mesmo tempo que aumenta o preço do imóvel no mercado imobiliário.

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Para aqueles que acreditam que o “golpe de mestre” final inclui a compra agora, os especialistas aconselham a seleção de aparelhos com o selo Procel A, dimensionar corretamente os BTUs para o tamanho do quarto ou sala e manter a temperatura entre 23 °C e 25 °C.

Em uma última análise, a compra de ar condicionado no inverno vale a pena se você quiser evitar filas de instalação no verão e optar por um modelo mais tecnológico, desde que o planejamento financeiro esteja preparado para o tamanho do conforto desejado.