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Cotidiano

Companhia aérea passa a permitir que passageiro despache mala sozinho

A companhia estima que cada guichê possa atender até 60 clientes por hora, o triplo de um guichê manual.

Folhapress

Publicado em 01/09/2018 às 17:15

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Cia quer, com isso, que as filas nos guichês sejam menores. / João Marcos G. D. Almeida

Desde a última sexta (24), os passageiros que embarcam em voos da Gol no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, podem despachar suas bagagens sem passar por nenhum funcionário.

A empresa inaugurou quatro guichês automáticos para deixar a mala, sistema que já existe em alguns aeroportos do exterior, mas que até então não era adotado por companhias aéreas da América Latina.

Para utilizá-lo, o cliente precisa fazer check in em um dos quiosques de autoatendimento do terminal, mesmo que já tenha feito a operação pela internet. É ali que serão impressos o cartão de embarque do voo e a etiqueta da bagagem, igual às que os funcionários colam na mala nos guichês regulares.

Depois, o passageiro deve ir para os guichês intitulados "bagagem expressa" e escanear o cartão de embarque e a etiqueta da mala. Então, pode colocá-la na esteira.

Segundo a empresa, o sistema será instalado no aeroporto de Guarulhos até o final do ano.

A companhia estima que cada guichê possa atender até 60 clientes por hora, o triplo de um guichê manual.

"Os novos equipamentos otimizam o tempo dos passageiros e garantem uma experiência de viagem adequada a cada perfil", disse o diretor de operações aeroportuárias da Gol, José Luiz Belixior.

A Infraero chegou a anunciar em maio a implantação do mesmo sistema em sete terminais que administra: Recife (PE), Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ), Curitiba (PR), Belém (PA), Goiânia (GO) e Maceió (AL), começando pelo aeroporto da capital pernambucana. O equipamento seria compartilhado pelas companhias aéreas que atuam em cada terminal.

Mas a empresa afirmou em nota que, apesar de "estar preparada para a implantação da solução de autodespacho de bagagem", ela está suspensa temporariamente por uma liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região a favor do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA).

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