Como um naufrágio mudou a paisagem e criou pela 1ª vez na Terra a ‘Praia da Batata Frita’

Centenas de milhares de batatas fritas cobriram o litoral de Sussex com uma camada de 75 centímetros

O volume de batatas fritas do incidente mais recente superou qualquer registro anterior na região

O volume de batatas fritas do incidente mais recente superou qualquer registro anterior na região | Reprodução

Uma cena inusitada transformou a paisagem de uma praia em Sussex, na Inglaterra, na última semana. Em vez de conchas e algas, a areia foi completamente tomada por centenas de milhares de sacos de batatas fritas congeladas. 

O produto, que deveria abastecer supermercados, foi parar no litoral após vários contêineres se desprenderem de um navio cargueiro que navegava pelo Oceano Atlântico.

A quantidade de batatas foi tão massiva que moradores locais relataram que, em determinados pontos, a camada de pacotes acumulados chegou a atingir 75 centímetros de profundidade. 

Joel Bonnici, residente da cidade de Eastbourne, revelou que o visual era tão amarelado que a praia parecia as areias douradas do Caribe.

Sequência de incidentes no litoral britânico

Esta não é a primeira vez que os moradores de Sussex lidam com “entregas inesperadas” vindas do mar. 

No mês passado, a região já havia sido afetada por um incidente semelhante, quando 16 contêineres caíram de outra embarcação, espalhando grandes quantidades de bananas e cebolas pela costa. 

No entanto, o volume de batatas fritas do incidente mais recente superou qualquer registro anterior na região.

Mobilização para limpeza

A “invasão” dos petiscos congelados gerou dois tipos de reação imediatos:

Voluntários: Um grande grupo de pessoas se mobilizou para recolher os plásticos e evitar que a carga se rompesse e poluísse ainda mais o ecossistema marinho.

Fauna local: As gaivotas da região também “colaboraram” com a limpeza, aproveitando a oportunidade para garantir um banquete improvisado de snacks.

As autoridades marítimas ainda investigam as causas exatas da queda dos contêineres, enquanto as equipes de limpeza correm contra o tempo para remover o material antes que as sacolas se decomponham ou sejam levadas de volta para o mar pela maré alta.