Cotidiano

Comeu carne na Sexta-Feira Santa? Saiba como a Igreja orienta os fiéis nesses casos

Entenda o que diz a doutrina sobre o esquecimento e como transformar o deslize em um gesto de caridade e penitência interna

Nathalia Alves

Publicado em 05/04/2026 às 16:40

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Líderes religiosos explicam que a atitude do coração vale mais que a norma e dão conselhos para quem não seguiu o preceito / Reprodução/Freepik

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A tradição de não consumir carne vermelha na Sexta-Feira Santa permanece como um dos pilares da vivência católica durante a Semana Santa. A data, que em 2026 foi celebrada em 3 de abril, relembra a Paixão e a morte de Jesus Cristo, momento central da fé cristã, marcado por práticas de penitência e reflexão.

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No entanto, nem todos os fiéis conseguem seguir a orientação, acabam esquecendo de comprar o tradicional peixe. Seja por esquecimento, necessidade ou escolha consciente, muitos acabam consumindo carne nesse dia. Diante disso, a pergunta que surge é: o que fazer nesses casos?

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De acordo com a Igreja Católica, há caminhos possíveis. O próprio Código de Direito Canônico prevê alternativas à abstinência, especialmente quando ela não é cumprida. Entre as opções, destacam-se as obras de caridade, momentos de oração e outros atos de penitência.

O que diz a lei da Igreja

A regra da abstinência está prevista no cânon 1252, que determina sua obrigatoriedade para fiéis a partir dos 14 anos. Já o cânon 1253 abre espaço para adaptações, permitindo que as conferências episcopais, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), substituam a prática por outras formas de vivência espiritual.

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Nesta quarta-feira (18), a Igreja Católica celebra a Quarta-feira de Cinzas, data que marca o início da Quaresma,Religiosos explicam que a prática carrega um sentido de introspecção que deve mudar atitudes internas/Pixabay

Na prática, isso significa que quem comeu carne pode compensar o gesto com atitudes concretas de fé. A caridade ganha destaque em ajudar alguém em necessidade, fazer doações ou dedicar tempo ao próximo são formas reconhecidas pela Igreja.

Mas, além do significado católico da semana santa e da páscoa, essas datas comemorativas representam outro significado para outras religiões, como por exemplo o judaísmo. 

Pecado ou não? Há diferenças

Há, porém, uma distinção importante. Quando o consumo de carne ocorre de forma deliberada, ou seja, com plena consciência da obrigação, a Igreja considera o ato como pecado, recomendando a confissão.

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Por outro lado, pessoas com limitações de saúde, gestantes, trabalhadores em atividades pesadas ou em situação de vulnerabilidade não estão obrigadas à abstinência.

O ideal é manter o peixe em um recipiente generoso com água bem geladaA renúncia à carne é vista como um gesto de união com o sofrimento de Cristo e um exercício de rigor espiritual/Freepik

Mais que uma regra alimentar

Mais do que uma norma sobre o que comer, a prática carrega um significado simbólico profundo. A renúncia à carne representa um sacrifício voluntário, um gesto de união com o sofrimento de Cristo. Por isso, a Sexta-Feira Santa é vista como um momento de maior rigor e introspecção.

Segundo líderes religiosos, o espírito da penitência vai além de um único dia. A orientação é que os fiéis cultivem esse exercício ao longo de todas as sextas-feiras do ano, reforçando a conexão entre fé, disciplina e solidariedade.

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O que deve ficar claro, segundo religiosos, é que, mais do que cumprir uma norma, trata-se de transformar atitudes externas em um compromisso interno com a fé e com o próximo.

Saiba mais sobre o motivo de não se comer carne na sexta-feira santa com o vídeo do Fábio Chaves: 

 

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