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Comércio santista começa a aceitar Bitcoins

Negociações envolvendo criptomoedas já passam a se tornar realidade em estabelecimentos da Cidade.

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19 JAN 2020Por Caroline Souza09h15
O empresário Wagner Ronaldo começou a usar a tecnologia visando um diferencial para a empresa.Foto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

Pagamento em dinheiro, cartão ou Bitcoins. Apostando em um diferencial no mercado, a criptomoeda ou moeda digital começa a ser aceita em comércios de Santos.

Para facilitar as transações, uma empresa da Baixada Santista criou uma tecnologia que permite o recebimento da moeda digital de forma rápida e segura. Tudo o que o lojista precisa fazer é baixar o aplicativo disponível para os sistemas IOS e Android. Há também a opção de adquirir uma maquininha.

Para Diego Martins, sócio da Pague Com Crypto, empresa responsável por desenvolver a ferramenta, não há grandes segredos no recebimento com Bitcoins, o problema é a volatilidade da moeda.

"Em resumo, a gente permite que o ponto de venda aceite Bitcoin sem exposição de risco e sem perda nenhuma, porque a partir do momento que ele coloca o valor em real para o cliente pagar, aquilo é exatamente o que ele vai receber", afirma. "Nosso lucro vem do deságio aplicado ao Bitcoin na hora da compra pelo consumidor", completa.

Há cerca de 30 dias, uma concessionária de Santos implantou a tecnologia e na última semana realizou sua primeira venda com Bitcoin. "Decidimos aderir primeiro pela segurança da transação, segundo pela praticidade e terceiro porque o número de pessoas que tem investido em Bitcoins é muito grande, então estamos digitalizando a forma de pagamento", comenta o diretor da Akta Motors, Gustavo Gotfryd.

Martins acredita que quanto mais lojas aderirem a essa modalidade de pagamento, mais as pessoas vão ter interesse em utilizá-la.

"Tem mercado para isso? Tem dois milhões de usuários no Brasil", diz. "Como somos da Baixada Santista, acabamos desenvolvendo parcerias aqui, pegamos setores bem representativos, como carro, construção civil e aos poucos vamos entrando em outros comércios", disse.

A ferramenta também está em processo de implementação uma imobiliária da Região.

"A internet revolucionou lá atrás, mas a princípio parecia uma história de louco, o Bitcoin também é algo que no médio prazo vai ser uma moeda consistente, o dinheiro da internet", afirma Wagner Ronaldo, sócio da Lopes Conceito.

Para ele, começar a aceitar Bitcoins como forma de pagamento é "estar na vanguarda, mas dentro da lei, cumprindo todas as instruções normativas que regem esse mercado".

Ainda segundo Ronaldo, quem tem Bitcoin não tem opções no varejo, e a Baixada Santista pode se tornar um polo de divulgação do uso da criptomoeda em comércios.

"Quando você vê grandes empresas nesse ramo, se sente mais seguro em participar deste novo universo".

De acordo com Martins, o ticket médio do Bitcoin é superior ao do ticket médio normal.

"Geralmente em torno de 30% a mais, porque são raros os momentos que ele pode usar o Bitcoin para gastar, então ele quer ter a experiência de usar a criptomoeda".

A moeda digital é fracionável, então a pessoa pode decidir quanto quer usar. Até o fechamento desta reportagem, um Bitcoin estava valendo em torno de R$ 36 mil.