Comércio santista começa a aceitar Bitcoins

Negociações envolvendo criptomoedas já passam a se tornar realidade em estabelecimentos da Cidade.

Pagamento em dinheiro, cartão ou Bitcoins. Apostando em um diferencial no mercado, a criptomoeda ou moeda digital começa a ser aceita em comércios de Santos.

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Para facilitar as transações, uma empresa da Baixada Santista criou uma tecnologia que permite o recebimento da moeda digital de forma rápida e segura. Tudo o que o lojista precisa fazer é baixar o aplicativo disponível para os sistemas IOS e Android. Há também a opção de adquirir uma maquininha.

Para Diego Martins, sócio da Pague Com Crypto, empresa responsável por desenvolver a ferramenta, não há grandes segredos no recebimento com Bitcoins, o problema é a volatilidade da moeda.

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“Em resumo, a gente permite que o ponto de venda aceite Bitcoin sem exposição de risco e sem perda nenhuma, porque a partir do momento que ele coloca o valor em real para o cliente pagar, aquilo é exatamente o que ele vai receber”, afirma. “Nosso lucro vem do deságio aplicado ao Bitcoin na hora da compra pelo consumidor”, completa.

Há cerca de 30 dias, uma concessionária de Santos implantou a tecnologia e na última semana realizou sua primeira venda com Bitcoin. “Decidimos aderir primeiro pela segurança da transação, segundo pela praticidade e terceiro porque o número de pessoas que tem investido em Bitcoins é muito grande, então estamos digitalizando a forma de pagamento”, comenta o diretor da Akta Motors, Gustavo Gotfryd.

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Martins acredita que quanto mais lojas aderirem a essa modalidade de pagamento, mais as pessoas vão ter interesse em utilizá-la.

“Tem mercado para isso? Tem dois milhões de usuários no Brasil”, diz. “Como somos da Baixada Santista, acabamos desenvolvendo parcerias aqui, pegamos setores bem representativos, como carro, construção civil e aos poucos vamos entrando em outros comércios”, disse.

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A ferramenta também está em processo de implementação uma imobiliária da Região.

“A internet revolucionou lá atrás, mas a princípio parecia uma história de louco, o Bitcoin também é algo que no médio prazo vai ser uma moeda consistente, o dinheiro da internet”, afirma Wagner Ronaldo, sócio da Lopes Conceito.

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Para ele, começar a aceitar Bitcoins como forma de pagamento é “estar na vanguarda, mas dentro da lei, cumprindo todas as instruções normativas que regem esse mercado”.

Ainda segundo Ronaldo, quem tem Bitcoin não tem opções no varejo, e a Baixada Santista pode se tornar um polo de divulgação do uso da criptomoeda em comércios.

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“Quando você vê grandes empresas nesse ramo, se sente mais seguro em participar deste novo universo”.

De acordo com Martins, o ticket médio do Bitcoin é superior ao do ticket médio normal.

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“Geralmente em torno de 30% a mais, porque são raros os momentos que ele pode usar o Bitcoin para gastar, então ele quer ter a experiência de usar a criptomoeda”.

A moeda digital é fracionável, então a pessoa pode decidir quanto quer usar. Até o fechamento desta reportagem, um Bitcoin estava valendo em torno de R$ 36 mil.