Comércio é o setor que mais cresce depois da construção civil

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Praia Grande, Antonio Luiz de Souza, o comércio cresceu 200% em dois anos

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19 JAN 201319h32

O boom imobiliário é o carro-chefe do desenvolvimento de Praia Grande, mas o comércio é o segundo setor que mais cresce na cidade, impulsionado pelo aumento do número de habitantes, veranistas e turistas, na temporada de Verão, quando a população atinge mais de 1 milhão de pessoas.

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Praia Grande (CDL-PG), Antonio Luiz de Souza, a abertura de novos comércios aumentou 200% nos últimos dois anos. Só o ramo de gastronomia cresceu 30% em 1,5 ano, com o estabelecimento de novos bares, restaurantes, além da instalação de pequenas franquias de lanches, sorvetes, sucos e café.

“Há uma viabilidade econômica para que essas empresas se instalem na Cidade!”, afirmou Souza, explicando que as franquias fazem pesquisa de mercado para saber onde o negócio será viável.

Porém, a construção de imóveis cresce vertiginosamente no Município. Souza disse que os construtores associados à CDL- PG estão dobrando as construções. “A capacidade de construção dobrou, aumentou 100%. Quem construía um prédio está construindo dois, na Cidade”.

Souza afirmou que as vendas de imóveis subiram 20% e a locação 150%. Souza apontou dois fatores determinantes para o boom imobiliário de Praia Grande: a cidade tem áreas para construção de edifícios e o número de habitantes registra um crescimento de 12 mil por ano, nos últimos oito anos. Outro estimulador do crescimento imobiliário é o advento do pré-sal.

Segundo estimativas, o presidente da CDL-PG, disse que a população fixa do Município pode chegar a 320 mil no ano de 2015. Hoje são 248 mil moradores. “Os imóveis são mais baratos na Praia Grande e as cidades limítrofes não têm mais para onde crescer. Aqui, ao contrário, existem áreas para construção”.

Pontos comerciais

Há 10.700 pontos comerciais em Praia Grande, que englobam empresas, serviços e profissionais autônomos, afirmou Souza, mencionando dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Além dos formais, há outros 15 mil pontos comerciais informais no Município.

Acesso

Mas, a Cidade que agrega 12 mil novos moradores a cada ano, sendo que uma grande parcela trabalha nos municípios vizinhos, ainda enfrenta problemas de acesso. “O maior problema para sair ou chegar em Praia Grande é na região dos semáforos de São Vicente (rodovia dos Imigrantes)”, afirmou Souza.

“Quatro mil moradores de Praia Grande trabalham em São Paulo, o que poderia ser muito maior. Mais pessoas morariam aqui pela qualidade de vida e trabalhariam em São Paulo pela qualidade profissional”, afirmou Souza.