Comerciantes de Santos ainda oferecem canudos

A lei municipal que proíbe o uso de canudos plásticos em estabelecimentos entrará em vigor em 1º de janeiro

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24 DEZ 2018Por Vanessa Pimentel08h00
Faltam menos de dez dias para entrar em vigor a Lei Complementar 1.010 que proíbe o uso de canudos plásticosFaltam menos de dez dias para entrar em vigor a Lei Complementar 1.010 que proíbe o uso de canudos plásticosFoto: Nair Bueno/DL

Faltam menos de dez dias para entrar em vigor a nova lei que proíbe o uso de canudos plásticos em Santos, mas os comerciantes da cidade ainda não se adequaram às exigências e continuam comercializando o produto.

Na orla da praia quase todos os quiosques oferecem canudos aos clientes e mesmo que a bebida seja servida em copo, o que torna o uso do canudo desnecessário, ele vem junto. Já os proprietários de quiosques de coco alegam que não há como deixá-lo de lado.

“Já falei com meu fornecedor e estou esperando novas opções de canudo porque não tem como eu vender água de coco sem ele. Vi que existem alguns produzidos com outros materiais, como plástico biodegradável, mas preciso ver o valor, caso contrário, encarece para o cliente”, explica um comerciante.

Nos bares e restaurantes do Gonzaga também não houve substituição e o produto continua nos balcões em grande quantidade.

Os canudos têm causado problemas para o meio ambiente e já representam 4% de todo o lixo plástico produzido no mundo. Como são feitos dos plásticos polipropileno e poliestireno, não são recicláveis e podem levar até mil anos para se decompor.

Por isso as empresas têm procurado por novas alternativas, uma delas, é o canudo de papel. Há até modelos comestíveis e de aço inox – este último pode ser encontrado por cerca de R$20, porém é um gasto único, pois o canudo pode ser usado sempre.

Multa

A partir de 1º de janeiro de 2019, os canudos estarão proibidos em bares, restaurantes, hotéis e pensões em Santos. A medida é estabelecida pela Lei Complementar 1.010, sancionada em agosto passado.

A multa para estabelecimentos que desrespeitarem a nova regra vai variar de R$ 500 a R$ 1 mil. Para canudos feitos de materiais alternativos como papel ou metal, continua valendo a obrigação da embalagem em papel, conforme a legislação municipal.

De acordo com a Prefeitura, a medida visa à preservação do meio ambiente por meio da redução do descarte de produtos plásticos, cujo processo de decomposição natural pode levar até quatro séculos, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de Santos (Semam), a proibição deve gerar impacto positivo à fauna marinha e não terá impacto no comércio, já que há opções para o atendimento aos clientes, como o canudo de papel.

Rio de Janeiro

A cidade também sancionou uma lei que estabelece a obrigatoriedade do uso de canudos feitos com material ecologicamente correto.