Cotidiano

Com produtos e funcionários nordestinos, comércio aproxima Santos do ‘berço’ do Brasil

Conhecido como um dos maiores comércios destinado a produtos nordestinos, estabelecimento fará 16 anos

LG Rodrigues

Publicado em 30/04/2019 às 08:00

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A ideia inicial era vender apenas produtos nordestinos; hoje também há iguarias de Minas Gerais / LG Rodrigues/DL

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Tudo é uma questão de opinião e quer você concorde, ou não, uma coisa é fato: o sabor da comida nordestina é especial por todos os melhores motivos. Para quem mora no Litoral Paulista, entretanto, a distância pode ser um problema para aqueles que apreciam o sabor todo especial dessa região do nosso Brasil. E para quem que não tem condições de viajar mais de 1.500 quilômetros, existe um comércio na Zona Noroeste de Santos que é capaz de 'encurtar' essa distância.

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A história do Nordestão começa ainda nos anos 70, quando a família do empresário Leonardo Almeida de Oliveira, de 33 anos, chegou a Santos. Após alguns anos vivendo na Baixada Santista, eles notaram que uma parte considerável da população da Zona Noroeste era de origem nordestina, mas não havia um local destinado a produtos da região. Com isso em mente, eles decidiram abrir um pequeno estabelecimento, com o objetivo de comercializar produtos nordestinos.

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"Minha família, meu pai, minha mãe, são todos de Sergipe. A gente chegou aqui nos anos 70 e em 1983 mais ou menos meu pai abriu uma mercearia no Jardim Rádio Clube. Quando fiz 16 anos ele teve a ideia de abrir a distribuidora e foi quando assumi aqui. O Nordestão vai completar 16 anos de existência em 2019 e desde então nunca mudamos de lugar", explica Leonardo.

A ideia inicial era de comprar e vender apenas produtos nordestinos, embora a lista de mercadorias tenha expandido para itens importados e iguarias também de Estados como Minas Gerais. Apesar do 'cardápio' do Nordestão ter crescido com o passar dos anos, os produtos mais vendidos e procurados seguem sendo os da mais calorosa região do Brasil.

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E se engana quem acha que apenas as mercadorias fazem o nome do Nordestão. De acordo com Leonardo, o estabelecimento também conta apenas com funcionários de origem nordestina. Desde o pessoal que trabalha com a armazenagem dos produtos até a gerência.

A história do Nordestão começa ainda nos anos 70, quando a família do empresário Leonardo de Oliveira chegou a Santos (Foto: LG Rodrigues)

"Todos os meus funcionários são do nordeste. Geralmente chega uma pessoa de lá, começa a trabalhar aqui e aí aluga uma casa e pergunta se pode trazer seu irmão. Ainda tem muito problema de desemprego e as menores cidades do nordeste só sobrevivem de aposentadoria, porque durante a época de seca ninguém tem renda", diz.

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Leonardo afirma que tem um movimento maior durante a época de festa junina e também nos feriados de fim de ano. Mas garante: a casa nunca fica vazia!

"Tenho um cliente que trabalha em feira livre e ele compra de tudo comigo aqui há 16 anos. Toda quarta-feira e sábado, desde o 'dia um' do Nordestão, ele está aqui. Alguns compram desde antes mesmo da distribuidora abrir, quando ainda éramos uma mercearia no Rádio Clube", diz.

Um desses clientes que frequentam o comércio é o aposentado Alcides Mendonça, de 71 anos.

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"Eu venho aqui há pelo menos uns oito anos e não tem lugar melhor pra comprar tudo que é de origem nordestina. Eu gosto dos produtos daqui, tem coisas boas que só o nordeste tem", explica.

Atualmente o Nordestão é responsável por abastecer estabelecimentos de Pedro de Toledo, no Vale do Ribeira, até o Guarujá. Além disso, o comércio também adquire itens de diversos produtores locais e tem planos de expandir no mercado.

"A gente abriu um empório na Avenida Carvalho de Mendonça chamado de 'Armazém do Sertão' e é um formato para expansão já que é apenas varejo. Além disso, também queremos nos mudar para uma loja daqui do lado, mas não temos planos de ir embora daqui da [Avenida] Nossa Senhora de Fátima", conclui o empresário. 

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