Com mais dinheiro no bolso, brasileiro poderá pagar mais caro também

O brasileiro poderá ter mais dinheiro para gastar este ano com a economia em impostos

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19 JAN 201319h42

Devido a redução da carga tributária pelo Governo Federal, em 2009, e em alguns tributos que vencem nesse início de ano. Mais dinheiro no bolso do consumidor anima o mercado varejista já no ano de abertura da segunda década do milênio.

Segundo prevê o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, o crédito para pessoas físicas deverá expandir em 17%, o que poderá refletir num aumento de até 8,5% nas vendas a varejo. 

A expansão do crédito, de acordo com Pellizzaro Junior, é fruto da redução de juros reais, incremento da massa salarial e redução do nível de inadimplência das famílias.

Bens duráveis como automóveis, materiais de construção e eletroeletrônicos deverão liderar as vendas, este ano. Porém, se o consumidor compra mais, o lojista poderá subir os preços de seus produtos. “O aumento da procura é um estímulo ao lojista que pensa em recuperar as perdas de 2009, e pode sim embutir um pequeno acréscimo nos valores dos produtos”, afirma o contabilista e especialista em finanças, Marcelo Rocha.

O ano conspira a favor do mercado varejista. É o ano da Copa do Mundo de futebol e de eleições. ”Em ano de eleições, o governo baixa ainda mais os impostos, amplia financiamentos, e as grandes lojas de varejo ampliam os parcelamentos”, afirma Rocha complementando que as agências publicitárias usam e abusam no apelo para conquistar principalmente aquele consumidor que se prende ao valor da parcela.

O televisor de LCD, fino, leve e com tela grande deverá ser o grande sedutor do mercado varejista, por causa da Copa do Mundo. Porém, a venda da Tv impulsiona ainda as vendas de aparelhos de DVD player, home theater, entre outros eletroeletrônicos.

Segundo ele, o crédito continuará sendo muito influente e balizador das relações de consumo, com reflexos diretos principalmente na vendas de bens duráveis, como automóveis, materiais de construção e eletroeletrônicos. Em nota, Pellizzaro diz que no Brasil o comércio representa cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). O país já é o oitavo mercado consumidor do mundo.