Cleber flores: um pedaço da natureza no meio de Santos

Negócio começou em 1980, quando os pais compraram uma banca de flores na feira

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26 OUT 2020Por Vanessa Pimentel10h00
O trabalho no ramo desde jovem deu a Cleber muita experiênciaFoto: Nair Bueno/Diário do Litoral

Desde 2011, a Avenida Epitácio Pessoa, em Santos, abriga uma loja que tem a capacidade de transportar o cliente para o meio do mato: a Cleber Flores. O empreendimento leva o nome do proprietário, Cleber Celino, 36 anos e uma relação com as plantas que faz parte da vida dele desde a infância. 

Ele conta que o negócio começou com os pais, em 1980, quando o casal adquiriu uma barraca de flores em uma das feiras livres da cidade. A atividade cresceu e a família chegou a ter três bancas em Santos. “Eu vivia na feira, desde os seis anos, todo final de semana tava lá e ajudava com o que podia”, diz. 

Após um tempo, os pais se separaram. Cada um assumiu uma barraca e Cleber decidiu ajudar a mãe. “Nessa época eu tinha 14 anos e percebi que era muita coisa pra ela fazer sozinha. Então passei a cuidar do negócio”. 

O trabalho no ramo desde tão cedo deu a Cleber muita experiência, conhecimento sobre a manutenção das espécies e contato com bons fornecedores. Até que em 2011 decidiu abrir a floricultura, ao lado de sua esposa e braço direito, Paloma Ferreira Mendes. 

“Minha esposa fica na loja e cuida do marketing nas redes sociais, dos pedidos, entregas, decoração de eventos”, diz. 
Já Cleber ainda se mantém à frente da escolha dos produtos que oferece. Por isso, é ele quem vai para São Paulo e Holambra no início da semana buscar mercadoria.

“Hoje, 20% do que vendo vêm do Ceagesp e 80% de Holambra porque lá eu tenho mais opções de plantas, de qualidade e de preço”, explica.   

Para manter as flores frescas, há na loja duas câmaras frigoríficas onde armazena o que chega, mas de acordo com ele, para não ter prejuízo ao lidar com um produto tão frágil, é preciso saber a quantidade correta na hora de comprar. 

Atualmente, a floricultura emprega cerca de 20 funcionários e as duas bancas da feira, mais oito. Tem quem cuide dos projetos paisagísticos, a equipe da manutenção de jardins, vendedores, estoquista e uma florista que há mais de dez anos faz os arranjos concorridos da loja. 

SURPRESA NA PANDEMIA

 

Março trouxe para o Brasil o anúncio de um período desconhecido para todos: a pandemia do novo coronavírus. Cleber foi uma das pessoas que ficou sem saber o que fazer com a paralisação das atividades comerciais. 

Porém, mais uma vez, as flores proporcionaram para a família uma grata surpresa: o aumento da procura pelo serviço de forma online e uma nova visão comercial sobre o poder da divulgação via redes sociais. A procura foi tanta, que Cleber precisou contratar uma funcionária somente para cuidar dos pedidos feitos por WhatsApp. 

“Nosso delivery cresceu 70% durante a pandemia. Começamos a investir nas postagens do Instagram, Facebook, site e o retorno foi surpreendente”. 

Com o retorno das atividades, a loja, que abre de segunda a sábado, das 9h às 18h, viu o movimento voltar ao normal e mesmo assim, os pedidos online continuaram com a demanda alta. 

Para ele, o mercado das flores na região tem crescido. “Com mais tempo para cuidar das plantas, o pessoal investe mais. Também tem um movimento de trazer a natureza pra dentro de casa e isso atrai o público”.  

Além do belo trabalho que Cleber escolheu para a vida, o motivo do sucesso é o amor pela profissão. “Sou completamente apaixonado pelo que eu faço, tanto que o caminhão da empresa tem a frase ‘somos apaixonados pelo que fazemos’. Por isso eu não ligo de ficar meses sem folgar, às vezes folgo só na segunda. Para mim é um prazer conversar com os clientes, ir pra feira, enfeitar a casa das pessoas”, declara. 

Para o futuro, ele tem planos de abrir franquias, mas por enquanto, quem quiser florear a casa pode ir até a floricultura, ou nas bancas que estão presentes em todas as feiras centrais da cidade, ou ainda pedir pelo Instagram Cleber_flores.