O litoral paulista guarda marcas profundas de famÃlias que ajudaram a moldar seu desenvolvimento econômico / Reprodução
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O litoral paulista guarda marcas profundas de famÃlias que ajudaram a moldar seu desenvolvimento econômico. Entre elas, os Guinle family ocupam papel central na transformação da Baixada Santista em um dos principais polos portuários do paÃs.
A história do sobrenome começa na França, na região de Bazet, no século XVII, onde os Guinle integravam a pequena burguesia. Mas foi no Brasil que a famÃlia consolidou fortuna e influência, especialmente no litoral de São Paulo.
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O salto decisivo ocorreu quando Eduardo Guinle, em sociedade com Cândido Gaffrée, expandiu seus negócios para além do comércio. A dupla venceu a concessão para administrar e modernizar o Porto de Santos, assumindo papel estratégico na ampliação da infraestrutura e na consolidação do complexo como peça-chave da economia nacional.
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Mesmo após a morte de Eduardo, o controle permaneceu com seus herdeiros por décadas. A influência da famÃlia sobre o porto só terminou em 1980, com a criação da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que passou a gerir oficialmente o terminal.
A presença dos Guinle também deixou marcas urbanas. Em Praia Grande, o bairro Guilhermina leva o nome em homenagem à mãe dos primeiros administradores do porto. A área abrigava propriedades da famÃlia e foi loteada para impulsionar a ocupação e o crescimento da cidade.
Já no cenário contemporâneo, um dos nomes mais conhecidos do clã é a atriz Guilhermina Guinle. Embora tenha nascido no Rio de Janeiro, ela mantém vÃnculos com a região que ajudou a projetar o sobrenome da famÃlia para a história do litoral paulista.
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Entre negócios, concessões e expansão urbana, os Guinle ajudaram a desenhar parte importante do mapa econômico da Baixada Santista — um legado que ainda ecoa nas ruas e nos bairros da região.