Pesquisadores publicaram uma série de estudos na revista Nature que apresenta os mapas mais detalhados até hoje sobre as células cerebrais durante o desenvolvimento embrionário e nos primeiros estágios de vida.
Essa descoberta dá mais clareza sobre como o cérebro de mamíferos se forma e evolui ao longo dos anos.
De acordo com os pesquisadores, os resultados foram possíveis graças ao acompanhamento de centenas de milhares de células cerebrais iniciais nos córtices de humanos e camundongos.
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O objetivo é que fosse possível identificar uma imagem, pela primeira vez, da complexidade do quase “ecossistema” molecular que dá origem aos neurônios.
Entre as descobertas, os cientistas destacaram o longo processo de maturação do cérebro humano, que vai do período fetal à adolescência, e a identificação de novos tipos de células no neocórtex e no estriado, regiões ligadas ao movimento e a funções cognitivas.
A expectativa é que os novos atlas sirvam de base para pesquisas sobre condições neurológicas como autismo e esquizofrenia. “Agora podemos explorar esses dados para entender os mecanismos genéticos por trás de doenças específicas”, afirmou Zeng. O neurocientista Zoltán Molnár, da Universidade de Oxford, classificou os resultados como “muito empolgantes”.
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Hongkui Zeng, vice-presidente executiva do Allen Institute for Brain Science e coautora de dois dos artigos, descreveu o trabalho como “o rascunho inicial de um atlas celular do cérebro em desenvolvimento”. Segundo ela, os novos dados permitirão aos cientistas identificar genes essenciais em momentos específicos da formação cerebral.
