Cientistas descobrem superalimento que ajuda a proteger rins e memória durante diálise

Um estudo inédito avalia como poderoso antioxidante natural reduz inflamação e evita o declínio cognitivo em pacientes renais

Os pesquisadores estão apostando numa fruta nativa da Patagônia para proteger os rins

Os pesquisadores estão apostando numa fruta nativa da Patagônia para proteger os rins | Gemini AI

Os pesquisadores estão apostando na amora do Chile, também conhecida como maqui, uma fruta nativa da Patagônia com um dos maiores poderes antioxidantes do planeta, para transformar o tratamento de pacientes com insuficiência renal. O estudo, liderado pela nutricionista Caterina Tiscornia, da Universidade Finis Terrae, investiga como esse fruto pode ajudar quem enfrenta a rotina exaustiva da hemodiálise.

O foco da pesquisa é combater dois grandes vilões dos pacientes renais: a inflamação crônica e o declínio cognitivo. Durante cada sessão de diálise, o corpo perde nutrientes essenciais, o que aumenta o estresse oxidativo.

A proposta dos cientistas é oferecer um lanche especial durante o procedimento, combinando o extrato de maqui com ômega-3 para proteger o organismo e o cérebro dos pacientes.

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Segundo especialistas envolvidos, se os resultados confirmarem a melhora na funcionalidade e na memória, a descoberta poderá mudar as políticas públicas de nutrição hospitalar. Além de ser uma alternativa natural, o uso da fruta valoriza a biodiversidade local e oferece um suporte mais humanizado para a população idosa, que é a mais afetada pela doença.

A iniciativa já recebeu reconhecimento da Sociedade Chilena de Nutrição e conta com apoio institucional para validar o impacto social dessa nova abordagem clínica.

Caso os dados sejam positivos, o maqui poderá ser oficialmente incorporado como uma ferramenta terapêutica para melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas que dependem de máquinas para filtrar o sangue.