Cotidiano
Novos dados da sonda Juno revelam que o gigante gasoso é mais achatado e possui dimensões diferentes das medidas por décadas
Um novo estudo indica que Júpiter é ligeiramente menor e mais achatado do que as estimativas / Pexels
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Uma nova medição científica revelou que Júpiter, o gigante do nosso Sistema Solar, é ligeiramente menor e mais achatado do que as estimativas aceitas há décadas. O estudo, publicado na prestigiada revista Nature Astronomy, utilizou dados da missão Juno, coordenada pela NASA, para redefinir as dimensões do planeta.
A pesquisa indicou que Júpiter possui 4 quilômetros a menos no seu raio equatorial e 12 quilômetros a menos no raio polar, em comparação aos dados estabelecidos pelas missões Voyager e Pioneer nos anos 70. Embora a diferença pareça pequena diante da imensidão do planeta, ela é suficiente para tornar obsoletas as referências científicas atuais e os materiais didáticos oficiais.
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Para chegar a esses números, os pesquisadores utilizaram o método de ocultação de rádio. Nesse processo, sinais enviados pela sonda atravessam a densa atmosfera de Júpiter antes de chegarem à Terra. A análise das variações desses sinais permitiu determinar, com precisão inédita, a forma real do planeta por baixo de suas camadas de nuvens.
Segundo o cientista planetário Yohai Kaspi, coautor do estudo, o planeta não "encolheu", mas a tecnologia atual permitiu corrigir erros de cálculo do passado. "O tamanho de Júpiter não mudou, mas a forma como o medimos, sim. Por isso, os livros precisarão ser atualizados", explicou o especialista do Instituto Weizmann de Ciências.
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A descoberta é considerada relevante por ajudar astrônomos a entenderem melhor a formação dos gigantes gasosos e a evolução do próprio Sistema Solar, visto que Júpiter foi provavelmente o primeiro planeta a se formar ao redor do Sol.