Cotidiano

Cientistas descobrem que Júpiter é menor e livros escolares podem ser alterados

Novos dados da sonda Juno revelam que o gigante gasoso é mais achatado e possui dimensões diferentes das medidas por décadas

Giovanna Camiotto

Publicado em 07/02/2026 às 14:10

Atualizado em 07/02/2026 às 14:40

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Um novo estudo indica que Júpiter é ligeiramente menor e mais achatado do que as estimativas / Pexels

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Uma nova medição científica revelou que Júpiter, o gigante do nosso Sistema Solar, é ligeiramente menor e mais achatado do que as estimativas aceitas há décadas. O estudo, publicado na prestigiada revista Nature Astronomy, utilizou dados da missão Juno, coordenada pela NASA, para redefinir as dimensões do planeta.

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A pesquisa indicou que Júpiter possui 4 quilômetros a menos no seu raio equatorial e 12 quilômetros a menos no raio polar, em comparação aos dados estabelecidos pelas missões Voyager e Pioneer nos anos 70. Embora a diferença pareça pequena diante da imensidão do planeta, ela é suficiente para tornar obsoletas as referências científicas atuais e os materiais didáticos oficiais.

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Tecnologia de precisão

Para chegar a esses números, os pesquisadores utilizaram o método de ocultação de rádio. Nesse processo, sinais enviados pela sonda atravessam a densa atmosfera de Júpiter antes de chegarem à Terra. A análise das variações desses sinais permitiu determinar, com precisão inédita, a forma real do planeta por baixo de suas camadas de nuvens.

Novas medições da NASA mostram que Júpiter possui dimensões menores do que o registrado anteriormente. /Pexels
Novas medições da NASA mostram que Júpiter possui dimensões menores do que o registrado anteriormente. /Pexels
O formato de Júpiter é mais achatado do que indicavam os dados coletados na década de 1970. /Pexels
O formato de Júpiter é mais achatado do que indicavam os dados coletados na década de 1970. /Pexels
A sonda Juno utilizou tecnologia de rádio para atravessar as nuvens e medir o planeta com precisão. /Pexels
A sonda Juno utilizou tecnologia de rádio para atravessar as nuvens e medir o planeta com precisão. /Pexels
A descoberta obriga a revisão de manuais de astronomia e livros escolares em todo o mundo. /Pexels
A descoberta obriga a revisão de manuais de astronomia e livros escolares em todo o mundo. /Pexels
Estudo sobre o tamanho de Júpiter ajuda a explicar como o Sistema Solar surgiu há bilhões de anos. /Pexels
Estudo sobre o tamanho de Júpiter ajuda a explicar como o Sistema Solar surgiu há bilhões de anos. /Pexels

Por que os livros serão atualizados

Segundo o cientista planetário Yohai Kaspi, coautor do estudo, o planeta não "encolheu", mas a tecnologia atual permitiu corrigir erros de cálculo do passado. "O tamanho de Júpiter não mudou, mas a forma como o medimos, sim. Por isso, os livros precisarão ser atualizados", explicou o especialista do Instituto Weizmann de Ciências.

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A descoberta é considerada relevante por ajudar astrônomos a entenderem melhor a formação dos gigantes gasosos e a evolução do próprio Sistema Solar, visto que Júpiter foi provavelmente o primeiro planeta a se formar ao redor do Sol.

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