Descobertas reforçam que macacos compartilham com os humanos habilidades cognitivas e emocionais mais complexas do que se pensava / (Foto: Pexels)
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A proximidade evolutiva entre humanos e macacos explica por que compartilhamos tantas características, ex embora os primatas não sejam tradicionalmente associados ao raciocínio complexo como o nosso, algumas evidências científicas indicam que eles também dominam habilidades surpreendentes, como fabricar ferramentas e até recorrer à imaginação.
Estudos marcantes na primatologia vêm ampliando o entendimento sobre o funcionamento da mente desses animais.
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Experimentos recentes mostram que nossos “parentes evolutivos” podem ter capacidades cognitivas mais sofisticadas do que se acreditava.
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Grande parte desse avanço no conhecimento se deve ao trabalho da primatóloga britânica Jane Goodall.
Durante décadas de observação no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia, ela documentou comportamentos que transformaram a ciência.
Entre as descobertas mais impactantes está o uso de ferramentas por macacos.
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Eles utilizavam gravetos para retirar cupins de seus ninhos, pedras para quebrar nozes, folhas para absorver água e até objetos em interações sociais.
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Essas atitudes demonstram planejamento, adaptação e capacidade de solucionar problemas.
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Goodall também registrou sinais claros de vida emocional complexa.
Um jovem chimpanzé, por exemplo, apresentou profunda depressão após perder a mãe e morreu pouco tempo depois.
Em ambientes de cativeiro, foi possível observar expressões de tristeza e posturas desanimadas, sugerindo que esses animais são profundamente afetados por suas condições de vida.
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Mais recentemente, cientistas da Universidade Johns Hopkins realizaram experimentos que reforçam a ideia de que primatas conseguem representar situações mentalmente.
O estudo envolveu um bonobo chamado Kanzi.
Nos testes, os pesquisadores encenaram situações com bebidas reais e imaginárias.
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Em diferentes cenários, Kanzi conseguiu identificar corretamente qual copo continha líquido de verdade, demonstrando distinguir fantasia de realidade.
Os resultados sugerem que a habilidade de simular acontecimentos na mente, algo considerado tipicamente humano, pode estar presente também em outros primatas.
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Novas pesquisas devem aprofundar essa descoberta e ajudar a entender até que ponto a imaginação faz parte do universo desses animais.