Quem convive com gatos já percebeu que eles usam as patinhas para praticamente tudo: brincar, pedir carinho, abrir portas, alcançar comida ou até cutucar o tutor. Mas, assim como os humanos, os felinos também podem ter uma pata dominante — ou seja, podem ser destros ou canhotos.
O que dizem os estudos
Pesquisas em diferentes países têm revelado que os gatos apresentam consistência no uso da pata esquerda ou direita em atividades como brincar, se apoiar ou buscar alimento.
Um estudo realizado em 2019, na Alemanha, apontou que quase 80% dos gatos avaliados tinham preferência clara por uma das patas. A descoberta reforça pesquisas mais antigas, da década de 1990, que já mostravam que os felinos não costumam ser ambidestros.
Mais que uma curiosidade, essa preferência pode influenciar no desempenho: gatos com uma pata dominante se saíram melhor em testes que envolviam resolver problemas, como abrir tampas ou alcançar objetos.
Outro levantamento, feito na Irlanda do Norte, apontou ainda diferenças entre raças. Enquanto os gatos Persas mostraram ser mais “ambilaterais” (usam ambas as patas), os Bengals demonstraram preferência consistente pela pata esquerda.
Diferenças entre machos e fêmeas
Os estudos também identificaram distinções entre os sexos:
Machos tendem a ser mais canhotos (usam a pata esquerda).
Fêmeas geralmente são destras (usam a pata direita).
Ainda assim, especialistas lembram que cada gato é único e pode fugir dessa tendência, independentemente de raça ou sexo.
Como descobrir a “patinha dominante” do seu gato
A ciência mostra o fenômeno, mas você mesmo pode observar em casa. Veja alguns testes simples:
Observe qual pata ele usa primeiro para subir ou descer do sofá.
Repare qual pata coloca dentro do pote para pescar ração ou petiscos.
Note qual patinha ele lança para agarrar um brinquedo.
Se notar repetição em várias situações, é bem provável que tenha descoberto se seu gato é destro, canhoto ou ambidestro.
Muito além da curiosidade
Identificar a pata dominante do seu felino pode ir além da diversão. Mudanças nesse padrão podem indicar alterações de comportamento ou até problemas de saúde, servindo de alerta para os tutores.
