Cotidiano

Cidades da Região já estudam implantar tarifa zero no transporte público

Municípios de Praia Grande, Santos e Itanhaém podem sair na frente

Carlos Ratton

Publicado em 15/01/2024 às 07:00

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Tarifa zero deveria ser prioridade na Baixada Santista / Nair Bueno/DL

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Três cidades, entre nove que compõem a Região Metropolitana da Baixada Santista, podem adotar tarifa zero no transporte público: Praia Grande, Santos e Itanhaém. O benefício já é concedido em cerca de 90 cidades brasileiras.

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No Estado de São Paulo, o sonho do transporte público gratuito já é realidade no Município de São Caetano do Sul; quarta cidade da Grande São Paulo a instituir a tarifa zero. A primeira foi Vargem Grande Paulista, em 2019. Um ano depois, foi a vez de Pirapora do Bom Jesus e depois Porto Feliz.

A Prefeitura de Praia Grande informa que a tarifa zero encontra-se em estudos avançados. A Administração Municipal entende ser uma ação que poderia trazer inúmeros benefícios para a população, além de ampliar o desenvolvimento de determinados setores.

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A prefeita de Praia Grande, Raquel Chini (PSDB), explica que acompanha a discussão da Frente Nacional de Prefeitos sobre esse tema, com o debate para que o Governo Federal repasse recursos para os municípios para implantação.

A Prefeitura de Santos atua, ano após ano, para diminuir os impactos do reajuste na tarifa do transporte público municipal (previsto em contrato), por meio do subsídio.

O Município já estuda medidas para a viabilidade da implementação da tarifa zero no futuro, principalmente como medida de incentivo ao uso do transporte público na Cidade.

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Em Itanhaém, o prefeito Tiago Cervantes (PSD) entende que, a exemplo da medida adotada em algumas cidades, o projeto fortalece as políticas públicas de mobilidade urbana, favorecendo, sobretudo, as pessoas de baixa renda.

No entanto, é preciso considerar o custo operacional e a viabilidade econômica. Neste sentido, a proposta está em estudo pela Administração Municipal.

NÃO PENSA.

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A Prefeitura de Mongaguá informa que, no momento, não seria possível garantir o benefício a todos os usuários do transporte público municipal.

De acordo com a Secretaria de Segurança e Mobilidade de Bertioga, a quantidade de cidades que possuem transportes gratuitos no Brasil é inferior a 2%.

A pasta explica que do ponto de vista geográfico, as cidades que oferecem a gratuidade são menores, ou seja, possuem viagens que são menos custosas, com poucos ônibus e quilometragem reduzida.

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A Secretaria ressalta que o Município subsidia o transporte público coletivo de passageiros, e que subsidiar integralmente as passagens poderia significar tirar dinheiro de outras áreas, como saúde, segurança e educação.

A Prefeitura de Guarujá informa que a tarifa zero não está no planejamento no momento. No entanto, a Administração aporta um valor considerável para atender as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Além de manter uma das frotas mais modernas da Baixada é a única da Região que possui ônibus articulados e também 100% elétricos.

A Prefeitura de São Vicente afirma que transporte gratuito beneficia as pessoas que mais precisam dele, justamente as que vão trabalhar, estudar, movimentar a vida da Cidade.

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Por isso, a Tarifa Zero é algo que tem interesse em buscar a médio e longo prazo. Porém, entende que nem todas cidades têm saúde financeira para conseguir esse benefício através de recursos próprios.

"A realidade de São Vicente é de uma cidade pobre e deficitária. O transporte gratuito tem custos para a cidade. Sem o aporte de recursos federais ou estaduais, a cidade sozinha não consegue", afirma o prefeito Kayo Amado. As prefeituras de Cubatão e Peruíbe não se manifestaram.

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