A falta de transparência aos dados da SSP obriga os municípios a improvisarem métodos / Gemini - Imagem gerada por IA
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A dificuldade no acesso aos dados da SSP obriga os municípios da Baixada Santista a improvisarem métodos próprios para mapear a violência contra a mulher. Sem relatórios unificados, cidades como Bertioga, São Vicente, Cubatão e Guarujá recorrem a contagens manuais em outras pastas para dimensionar o problema.
Enquanto parte das administrações locais alega dependência integral dos relatórios do Estado, parte dos municípios esclareceram à reportagem que os dados seriam checados diretamente na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na Guarda Civil Municipal (GCM) ou através da Secretaria da Saúde (Sesau).
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Por exemplo, em São Vicente, a Sesau registrou o atendimento de 631 mulheres vítimas de violência nas unidades de saúde em 2025, enquanto a GCM de Bertioga apresentou “média de 11 visitas diárias às mulheres assistidas, 60 ocorrências de violência doméstica atendidas com intervenção, 30 prisões em flagrante por descumprimento de medida protetiva e dezenas de ocorrências de passagem, atendidas com orientação e encaminhamento”.
Já a Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos (SMDH) de Cubatão contabilizou 129 casos de violência física, 24 de violência psicológica ou moral e 41 de violência sexual. A administração cubatense destacou ainda que os dados de feminicídio locais podem ser checados diretamente na DDM.
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O monitoramento manual também ocorre em Guarujá, no qual os números de feminicídios tentados e consumados são obtidos diretamente no balcão da Delegacia de Polícia Sede, sem relatórios consolidados do Estado.