Cidades da Baixada já registram 140 casos de caxumba este ano

Assim como cidades de outras regiões do Estado, quatro cidades da Baixada registram surtos de caxumba nos primeiros meses deste ano

Os surtos de caxumba que estão assustando cidades do Estado de São Paulo também chegaram a Baixada. Santos registra o maior número: 79 casos confirmados em 2016. Em comparação ao ano passado -16 registros – o índice está cinco vezes mais alto. Segundo a Prefeitura de Santos, 55% dos casos atingiram pessoas entre os 20 e 29 anos; 17% nos jovens de 15 a 19 anos. O restante não foi notificada a faixa etária.

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A caxumba não é de notificação compulsória em nível nacional, apenas os surtos devem ser notificados. Assim explicou a Administração santista, que ainda acrescentou que a “suscetibilidade à caxumba é geral, a doença tem comportamento endêmico nas grandes cidades e a tendência é se manifestar sob a forma de surtos epidêmicos em escolas e outras instituições onde acontece o agrupamento de crianças e adolescentes”.

Em São Vicente, o número de casos este ano também é expressivo: 39 em cinco meses. Segundo a Prefeitura, no ano passado nenhum surto foi registrado. Em Cubatão, ocorreu o mesmo em 2015. Já este ano, até o momento, ocorreu um surto com nove casos de caxumba em uma escola.

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Em Guarujá, um caso parecido: neste ano, um surto dentro do batalhão do Forte dos Andradas, com 13 suspeitos, na faixa etária que compreende entre 15 e 19 anos de idade.

“Na ocasião, uma equipe da Vigilância assistiu este caso, quando foram encaminhadas 200 doses para a vacinação das pessoas que tiveram contato. A Cidade conta com vacinação para este tipo de enfermidade”, explicou a Prefeitura. As demais cidades da Região não registraram surtos este ano.

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A vacina contra a caxumba é a SCR (sarampo, caxumba e rubéola). Em 2013, a vacina foi denominada Tetraviral (com a inclusão da varicela). As crianças são vacinadas aos 12 meses pela SCR e, aos 15 meses, recebem reforço com a Tetraviral. Os surtos de caxumba nas grandes cidades têm sido observados apesar das boas coberturas vacinais e isso pode ocorrer por adaptação do vírus, ou por coberturas heterogêneas, mantendo, assim, a cadeia de transmissão.

No frio é pior

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Altamente contagiosa, a caxumba é uma doença transmitida de pessoa para pessoa, por meio do vírus Paramyxovirus. O vírus se transmite por contato direto com gotículas de saliva de pessoas infectadas. Além do desconforto causado pelos sintomas da doença, caracterizada por uma parotidite viral, a doença, quando não tratada, pode evoluir, nos casos graves, para um quadro de meningite e até surdez. Por isso é tão importante a sua prevenção, através da vacinação, aos 12 e 15 meses de vida.  

Segundo a especialista em infectologia do Alta Medicina Diagnóstica, Dra. Ligia Pierrotti, costumam ocorrer surtos da doença no inverno e na primavera, e as crianças são as mais atingidas. O inverno acaba sendo mais propicio à transmissão do vírus devido à maior permanência das pessoas em locais fechados. “A queda das temperaturas faz com que as pessoas fiquem mais tempo em salas, escritórios e casas fechadas, o que facilita a transmissão do vírus, ainda mais em locais com aglomerações de pessoas, como no transporte público”, afirma a médica.

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Além de manter os ambientes bem arejados, é importante evitar o contato das mãos com olhos, nariz e boca quando não estão limpas, principalmente ao chegar da rua. “Como a pessoa infectada transmite o vírus por meio da saliva, espirro e tosse, ele pode ser de rápido contágio. Por isso é tão importante manter bons hábitos de higiene, lavando sempre as mãos”, lembra a médica.

Sintomas e tratamento

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Entre os principais sintomas da doença estão febre alta, aumento das glândulas salivares próximas ao ouvido, dor de cabeça, fadiga e dificuldade para mastigar e salivar. Para evitar complicações mais graves, um especialista deve ser procurado assim que qualquer um dos sintomas aparecerem.

“A caxumba costuma ser tratada naturalmente pelo organismo, assim como boa parte das infecções virais. Normalmente o indivíduo deixa de ser considerado contagioso após uma semana do diagnóstico”, finaliza a infectologista.