Cotidiano

Cidade particular? A mansão de 8 mil m² e R$ 248 milhões que marcou a maior falência do país

Avaliada em quase um quarto de bilhão de reais, a propriedade assinada por Ruy Ohtake escondia detalhes que desafiam a imaginação

Ana Clara Durazzo

Publicado em 04/02/2026 às 16:20

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Localizada no coração do Morumbi, em São Paulo, a residência do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira não era apenas uma casa, mas uma declaração de poder / Divulgação/Ohtake

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Localizada no coração do Morumbi, em São Paulo, a residência do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira não era apenas uma casa, mas uma declaração de poder. Avaliada em quase um quarto de bilhão de reais, a propriedade assinada por Ruy Ohtake escondia detalhes que desafiam a imaginação.

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Os números surreais do imóvel:

Um 'museu' particular no Morumbi

O interior da mansão parecia um castelo europeu. A sala de jantar ostentava uma mesa de mogno de 1850 (trazida da Inglaterra) avaliada em R$ 650 mil, sob uma luminária de R$ 700 mil. Nas paredes, obras de gênios como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.

O colapso: De palácio a massa falida

Tudo mudou em 2005. Com a falência do Banco Santos e um rombo de R$ 2,7 bilhões, o 'mundo particular' de Edemar desmoronou:

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  1. A mansão foi incorporada à massa falida do banco.

  2. O acervo de arte foi confiscado pela justiça.

  3. Após anos de tentativas, a casa foi arrematada por apenas R$ 27,5 milhões — uma fração do seu valor original.

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O último capítulo de Edemar Cid Ferreira

O contraste final é marcante. O homem que circulava entre esculturas de Brecheret e vinhos raros terminou a vida em uma residência emprestada por amigos. Edemar faleceu em janeiro de 2024, aos 80 anos, deixando para trás o rastro de uma das maiores histórias de glória e ruína do mercado financeiro brasileiro.

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