Cidade do litoral de SP reúne centenários e abriga maior jardim de praia do mundo

A região se consolidou como referência em longevidade na Baixada Santista devido a combinação entre infraestrutura, paisagem e qualidade de vida

A cidade reforçou recentemente seu compromisso com a qualidade de vida dos idosos

A cidade reforçou recentemente seu compromisso com a qualidade de vida dos idosos | Divulgação/PMS

A combinação entre qualidade de vida, estrutura urbana e paisagem litorânea tem ajudado Santos a se consolidar como referência em longevidade na Baixada Santista. Dados do Censo apontam que a cidade reúne 107 moradores com 100 anos ou mais, número superior ao registrado nos demais municípios da região.

O levantamento, realizado entre agosto de 2022 e janeiro de 2023, indica também predominância feminina entre os centenários. Do total, 91 são mulheres e 16 são homens, tendência observada em diferentes estudos sobre envelhecimento no país.

Na Baixada Santista, o número de pessoas que ultrapassaram o século de vida chega a 230. Quase metade delas vive em Santos, que se destaca por indicadores ligados à longevidade e ao envelhecimento ativo.

Longevidade

Com estrutura urbana consolidada, serviços de saúde e oferta de atividades ao ar livre, a cidade tem atraído cada vez mais moradores da terceira idade. Caminhadas na orla, parques e espaços de convivência fazem parte da rotina de muitos idosos que vivem ou escolhem o município para a aposentadoria.

A presença de áreas verdes e de um extenso calçadão à beira-mar contribui para esse cenário, estimulando atividades físicas e convivência social em um ambiente aberto e acessível.

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Maior jardim de praia do mundo

Um dos principais símbolos da cidade é o Jardim da Orla de Santos, considerado o maior jardim de praia do mundo. O espaço foi reconhecido em 2002 pelo Guinness World Records.

O cartão-postal se estende por 5.335 metros ao longo da orla e possui largura que varia entre 45 e 50 metros. Ao todo, são cerca de 218.800 metros quadrados de área verde voltados para o mar.

O projeto foi idealizado pelo engenheiro sanitarista Saturnino de Brito. A ideia de ajardinar toda a faixa de areia da Barra surgiu ainda em estudos elaborados por ele em 1910 e foi retomada em 1914, quando o urbanista apresentou propostas para reorganizar a orla da cidade.

Apesar de planejado décadas antes, o projeto começou a ser executado apenas em 1936. Os primeiros trechos foram inaugurados três anos depois, marcando o início da formação do que se tornaria um dos principais cartões-postais do litoral brasileiro.

Transformação urbana

Ao longo das décadas, o jardim passou por ampliações e ganhou novos equipamentos urbanos. Entre 1949 e 1959, a área recebeu fontes, postos de salvamento e o Aquário Municipal de Santos, ampliando sua função turística e de lazer.

Com o tempo, o espaço também passou a reunir monumentos e esculturas espalhados pelo percurso. Atualmente, cerca de 38 marcos compõem o conjunto, incluindo homenagens ao próprio Saturnino de Brito e ao inventor Alberto Santos Dumont.

O desenho do jardim também mudou ao longo do tempo. Entre as décadas de 1970 e 1990, predominou um traçado geométrico. Posteriormente, com a implantação da ciclovia na orla, o formato passou a apresentar curvas que acompanham o percurso à beira-mar.

Vegetação e paisagem

Atualmente, o jardim reúne cerca de 1.300 canteiros e mais de 70 espécies ornamentais, entre elas dracenas, margaridas e crinuns brancos. A vegetação é complementada por aproximadamente 1.800 árvores de diferentes portes.

Palmeiras, cicas e chapéus-de-sol ajudam a compor o cenário que se tornou um dos mais conhecidos do litoral paulista. Além de cartão-postal, o espaço funciona como área de lazer para moradores e visitantes, consolidando a relação entre urbanismo, paisagem e qualidade de vida na cidade.